segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que revela o ranking do Enem

Fatores socioeconômicos influenciam 75% da nota das escolas, e boas propostas pedagógicas desaparecem entre as médias empatadas das instituições, avalia o pesquisador Rodrigo Travitzki.

Ter uma boa classificação no ranking oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não necessariamente garante a uma escola ser melhor do que as que a sucedem na lista. Isso porque fatores socioeconômicos como a renda e a escolaridade dos pais respondem por 75% da média das escolas com mais de dez alunos prestando o exame. A constatação veio na pesquisa de Rodrigo Travitzki para um doutorado-sanduíche pelas universidades de São Paulo e de Barcelona.

Professor no Ensino Médio há quase 15 anos, Rodrigo, que dá aula no Colégio Equipe, em São Paulo, questiona também a divulgação do ranking por escolas. “Temos de tomar cuidado ao usar um teste individual para avaliar instituições e cuidado ao usar o ranking do Enem, que não informa aquilo que as pessoas acham que ele informa”, afirma a Carta na Escola.
FONTE: Carta na escola

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Título, tema e parágrafo

Sempre que nos referimos sobre a presente tríade (título, tema e parágrafo), relacionamo-na às partes elementares pelas quais se perfaz toda construção textual. Considerando que esta requer habilidades por parte do emissor, e que, sobretudo, compõe-se de técnicas específicas, enfatizaremos a seguir sobre a importância, conceito e aplicação referente aos três elementos anteriormente mencionados.

Em se tratando da composição de um texto, torna-se necessário, antes de qualquer procedimento, sabermos o assunto sobre o qual iremos discorrer. Conjuntamente a isso, e de maneira essencial, elencarmos todas as ideias e argumentos que a ele são peculiares.

Atenhamo-nos, em uma primeira instância, ao tema, haja vista que esse se refere à ideia-núcleo, proporcionando ao emissor uma gama de posições a serem discutidas acerca de um determinado assunto. Contextualizando-o aos casos de maior recorrência, apontamos a maioria dos concursos públicos e vestibulares, dentre os quais são disponibilizados uma multiplicidade de coletâneas, sejam elas matérias jornalísticas, charges, cartuns, poemas, fragmentos de obras literárias, entre outras. Todas retratando sobre a mesma unidade temática.

Definidos os propósitos sobre os quais incidirão de forma direta na exposição das ideias, é chegado o momento de focalizarmos nossas atenções para o título do texto, mesmo porque já apreendemos que o tema caracteriza-se por apresentar uma abrangência um pouco mais ampla. Já o título, sintetiza a ideia ora em discussão, individualizando-a, tornando-se de fundamental importância para a produção textual.

Faz-se necessário que o mesmo esteja em consonância com o tema e, principalmente, se mostrando atrativo, com vistas a despertar a curiosidade no leitor para se interagir com o discurso apresentado, pois a coerência, um dos elementos também considerados primordiais, começa a partir do próprio título. Daí a importância de se preservar a essência, ou seja, a própria intencionalidade discursiva.

Imbuídos do objetivo de compreendermos de forma sistemática sobre tais aspectos, consideraremos os exemplos em evidência:

Tema:
A influência exercida pelos meios de comunicação na convivência humana.

Partindo dessa premissa, procuraremos delimitá-la de modo a definirmos um título:
A televisão como norteadora das relações familiares.

Desta feita, concluímos que embora o assunto central manteve-se intacto, focalizou-se mais especificamente para os efeitos relacionados à televisão.Tendo em vista a complexidade condizente à “arquitetura” de um texto, ressaltamos a composição dos parágrafos, responsáveis pela atribuição das ideias que, a partir de uma principal, desenvolvem-se outras secundárias interligadas entre si.

Estes, esteticamente, constituem todo o texto, razão pela qual os mesmos devem apresentar-se bem distribuídos, de modo a retratar de forma lógica e coerente o discurso abordado, promovendo assim uma verdadeira interação entre os interlocutores envolvidos.
FONTE: Português

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Opinião

Em meio às manifestações ocorridas neste último período, vejo que todas as classes estão abrindo diálogo, saindo às ruas e pedindo melhorias em todos os setores. É uma triste realidade ver que ainda falta "tudo" num país tão rico como o nosso. No entanto, alguns pontos me chamam atenção. Primeiramente, eu sempre pensei que minha classe (EDUCAÇÃO) era uma das mais desunidas, porém vejo que também não é assim. Há um profundo e absurdo jogo de interesses na classe médica do Brasil. São profissionais que mereciam/merecem destaque? Com certeza, estão trabalhando para salvar vidas, ajudar a população, são indispensáveis. No entanto, olhando os protestos dos mesmos, há outro lado por trás da moeda. Os médicos são um dos profissionais mais bem pagos, com relação a outros setores, mas também são altamente individualistas, acham que só os mesmos estudaram, não querem repartir o bolo com ninguém, se acham intocáveis entre outras coisas. Vejo aqui muitos protestarem com o governo pela importação de médicos de fora, ora num preciso nem fazer pesquisas na mídia sobre a falta de profissionais da área, só visitar nosso interior e ver a ausência desses mesmos profissionais, a resposta está na cara, só não ver quem não quer. O individualismo, que falei, é notado com o ATO MÉDICO, aprovado pela câmara, em que se coloca para baixo o poder de vários profissionais como fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros... e ainda afirmam que passaram anos estudando para ter esse direito, mas será que os demais profissionais também não chegaram a passar noites em claro para ter o diploma e poderem trabalhar não? O nome a isso eu chamo de INDIVIDUALISMO sim! Chega de COOPERATIVAS MÉDICAS. Isso são apenas alguns pontos, tem muito mais por debaixo dos panos. Enfim, acho que todas as classes deveriam pensar num conjunto e andarem num coro só. As regalias devem ser repartidas para todo. Temos um país clamando por mais EDUCAÇÃO, por mais SAÚDE, SEGURANÇA... E não é desse jeito que se resolve as coisas.

Artigo de Opinião - O desamparo

Título: O desamparo

Chegar à velhice, para muitos, passou a ser sinal de desamparo, tristeza. O idoso, para algumas famílias, tornou-se um fardo pesado, pois estas esquecem que ele é a voz da experiência, a fonte de sabedoria, que devem ser amados e respeitados.

A família, que tem o dever de zelar por seu idoso, fazê-lo com que se sinta útil em seu convívio e enfatizar da sua importância no âmbito familiar, são os que mais transmitem o sentimento de abandono, fazendo-o sentir-se ignorado, desvalorizado, excluído.

Shakespeare retratou bem essa realidade no livro Rei Lear, que conta a história de um rei que ao chegar à velhice, se vê obrigado a dividir seu reino entre suas três filhas. Olhos cobiçosos por parte de duas delas fizeram-nas demonstrar um falso amor incondicional, quando na verdade só queriam apoderar-se da riqueza do pai, o considerando inútil, velho, incapaz; enquanto uma delas, que realmente o ama, fala a verdade e é renunciada, contudo, continua protegendo e livrando o seu amado pai, mesmo à distância, das maldades de suas irmãs.

Infelizmente isso é mais comum do que imaginamos, existem muitos filhos que “cuidam” de seus pais visando os seus bens materiais; enganando quem realmente os ama, preocupa-se com seu bem estar e cuidou deles um dia.

Todos chegarão à velhice um dia, e para melhor passarmos nessa fase, devemos tornar-nos sábios; assim escaparemos do ódio, esquecimento, sofrimento, falsidade... Lear não foi sábio, por isso fora enganado por suas próprias filhas, e acabou sofrendo deveras atrocidades.

Alana Emile Pinto Carvalho

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aulas na internet ajudam aluno a se preparar para Enem

Ao lado de apostilas, revisões, exercícios e fichas de memorização, as videoaulas disponíveis na internet também servem como material de estudo para as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

"A formação do aluno ocorre basicamente ao longo do ensino médio, mas toda e qualquer forma de ação complementar é importante para o preparo do aluno para o exame", afirma o professor Leonardo José Steil, da UFABC (Universidade Federal do ABC), instituição de ensino superior que oferece gratuitamente a 160 estudantes de Mauá (região metropolitana de SP) um curso preparatório para o Enem.
O professor cita ainda outra vantagem. "São uma alternativa interessante por estarem disponíveis a qualquer momento." Essa acessibilidade e a interdisciplinaridade são, de acordo com ele, descrevem o potencial de contribuição das videoaulas no processo de aprendizado do estudante.
Segundo Steil, o ideal é retomar conteúdos clássicos, aplicados à problemática do cotidiano, pois o "formato adotado pelo Enem promove uma abordagem interdisciplinar de temas cada vez mais atuais".

Estudo
Com mais de um bilhão de acessos mensais, o Youtube é um dos principais meios para localizar videoaulas focadas em disciplinas tradicionais que caem no Enem. Como qualquer pessoa pode postar uma videoaula, o mais recomendado é buscar as mais vistas e as avaliadas positivamente pelos usuários.
Se tem uma deficiência em uma determinada disciplina, faça buscas específicas sobre o assunto para localizar as videoaulas referentes. Também não descarte na busca os que foram postados em anos anteriores: como o conteúdo é voltado para o Enem, eles continuam atuais.

FONTE: UOL