quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Narradores de Javé e o seu contexto histórico/regional


Narradores de Javé, um filme brasileiro, mostrando e representando muito bem o regionalismo nordestino. Além disso mostra a oralidade histórica. Uma obra cheia de drama, sofrimento e luta, com uma boa mistura de comédia, ironia e recheados de momentos tragicômicos. Mostrando-nos como a história é importante para uma região e como a escrita faz uma grande diferença no meio social.

O início do filme não promete muitas coisas, mas quando Antonio Biá e seu livro entram em cena, percebe-se que dali vai vir muitas risadas. O Nordeste tem fortes expressões típicas, e se destaca por ter uma cultura diversificada. Isto os atores representaram muito bem. A escrita no filme transforma um carteiro expulso do povoado em um morador de grande prestígio. No filme todos tem versões de uma mesma história, daí percebemos a oralidade histórica. Histórias que não são contadas e conhecidas por livros, mas sim contadas de geração por geração, e neste pluriculturalismo, Biá conhece as fantasias de cada morador que interferem nas histórias apenas para serem notados. Nestas confusões de histórias, Biá percebe que jamais poderá reunir a verdadeira história do vilarejo, que por sua vez deveria continuar sendo contada oralmente. O livro que deveria ter um valor cientifico, ficou sem palavras.

Como é forte a influencia da região, como é importante a escrita, e mais importante ainda, a oralidade histórica. Como transformar “fato acontecido” em “fato escrito”. Narrados de Javé é um ótimo filme. Que lembra o regionalismo, e como ele influencia na nossa vida, porque é mais que uma palavra é um jeito de vida. Assim como uma história não é só uma história, mais um conjunto de sonhos, imaginações, fantasias. Mais, para mim, o que esse filme, lembrou mais, é que como a cultura, as pessoas, as histórias são discriminadas. Apesar de ser um pequeno povoado, apenas um vale, mais ali habitava pessoas que foram “submergidas” por sua falta de conhecimento. Pessoas que não sabiam escrever, mais tinham o principal, a imaginação.

Elaborado por Kaiane Cristina

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