terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mensagem de Boas Novas

Quando se aproxima o fim de algo, necessariamente fazemos planos, tracejamos metas, olhamos o que deu certo e errado, é uma analogia do que foi aprendido, das quedas que nos fizeram levantar, ou até mesmo continuarmos no chão. O ciclo de tudo que passamos sempre nos leva, de certo modo, a algum final, seja feliz ou triste.
2014, para mim, foi um ano desafiador! Profissionalmente foi propício para meu amadurecimento. Primeiramente gostaria de agradecer ao meu Deus pela força de muitas vezes ter me dado fôlego para enfrentar 3 expedientes diários. Muitas vezes tentei recuar, desistir, pois a maratona exigia muito de mim mas quando temos um Deus que nos ampara e dar forças, tudo fica melhor. Deus sempre é a nossa válvula de escape, mesmo sabendo que não merecemos absolutamente nada.
2014 vai ficar marcado por tudo aquilo que construímos: muitas vitórias por alguns objetivos alcançados; reconstrução das que não deram certo, mas precisamos persistir; da alegria por conhecer novos ares, pessoas, projetos, lugares; da tristeza pela partida de muitos ou até mesmo do afastamento natural de pessoas que marcaram nossa vida e que terão novos rumos a serem traçados; do aprendizado pelas batalhas sofridas e no fim vencidas, pela glória de Deus. Enfim, desejo a todos(as) um 2015 bem melhor que foi o 2015. Que nossos sonhos continuem. Precisamos sonhar! E que dediquemos um tempo maior ao nosso Senhor Jesus. Cada ano aprendo que se a vida ultimamente não anda nada fácil, imagine quando não estando falando com Deus. Agradeço pela paciência de todas as pessoas comigo, fico muito feliz em ter, ao meu redor, uma família iluminada, amigos mais que especiais, uma clientela de alunos que me cativaram, aos colegas de trabalho que tanto me fizeram/fazem crescer profissionalmente e como pessoa, a todos também que convivem indiretamente comigo...E muito grato ao meu Deus, tanto que entrego toda minha vida como também os meus planos a Ele, sabendo que nada mereço porém eu sei que me ama. Um 2015 cheio de paz, amor e saúde para todos nós. Que Jesus nos proteja...

sábado, 27 de dezembro de 2014

Adeus 2014...Bem vindo 2015!

Pessoal, creio que andam se perguntando o porquê o BLOG do Professor Valério ShowMan anda inativo durante alguns meses. Diante de um ano de muito trabalho, não tive tempo suficiente para estar atualizando constantemente.Porém, quero avisar que não deixei o projeto morrer e com certeza estarei trazendo aquelas novidades legais que tanto gosto de compartilhar com vocês.

Desde já, trago uma mais nova aquisição. Ao navegar nesta página, vocês estarão ao som de uma web rádio gospel, levando as melhores canções que tocam na alma e a mensagem de Jesus Cristo.

Sintam-se à vontade e o trabalho continuará...


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dica ENEM - Texto Dissertativo-argumentativo em linhas gerais

Como explica o manual da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o formato da prova de redação é a dissertação-argumentativa. Esse gênero textual exige que o estudante construa e defenda seu ponto de vista, proponha uma tese inicial e apresente argumentos que comprovem o seu principal ponto de vista.

Ficou difícil de entender? Sem problemas, a gente descomplica. Veja a seguir como construir um bom textodissertativo-argumentativo e conquiste um ótimo resultado na redação do Enem.

O primeiro passo para uma redação nota 1000

Primeiramente, leia o tema e os textos motivadores. Esse será o seu grande ponto de partida para escrever uma boa dissertação e obter sucesso na pontuação do Enem. Uma leitura atenta vai evitar que você cometa um dos erros mais comuns dos estudantes: fugir do tema. Razão pela qual muitas redações ganham nota zero.

Você deve estar se perguntando: como garantir que eu entendi o tema proposto? Para começar, elabore perguntas sobre o assunto. Faça uma espécie de questionário e reflita sobre os pontos levantados. Isso vai facilitar a percepção de como o tema deverá ser desenvolvido.
[...] Fiquem ligados nas próximas postagens!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Dez dicas para melhorar o seu desempenho na reta final para o Enem

Faltam pouco mais de três meses para o Enem 2014. Depois de uma intensa preparação que, para muitos, começou ainda no ano passado, o que fazer nesta reta final? Organizei dez dicas que, seguidas à risca, podem contribuir para um excelente resultado em novembro. Tem outra dica que funcionou para você? Compartilhe com a gente no espaço para comentários.

1. Faça um plano de estudos. Distribua as matérias ao longo da semana e dedique-se várias horas, todos os dias. Para cada sessão de estudos, defina: duração, temas e materiais necessários. Escolha os horários em que sabe que sua mente vai render mais.

2. Resolva provas anteriores do Enem e de outros concursos. De todos os métodos para se preparar para provas, esse é um dos que mais funcionam, segundo pesquisa recente da Kent State University (Ohio, EUA). Ao resolver as questões, responda mentalmente cada problema, antes de olhar as alternativas. Se não souber, não chute; pesquise até descobrir a resposta correta. Nunca decore o que não entendeu. Tente explicar os conteúdos com suas palavras e, quando tiver dúvidas, peça ajuda a um professor ou um colega.

3. Faça treinos como se estivesse no próprio dia do Enem, sem consulta e trabalhando direto até terminar o teste. Responda primeiro as questões mais fáceis e só então se dedique às difíceis. Cronometre o tempo de prova para ter certeza de que, no dia, você saberá administrá-lo bem.

4. Dê prioridade às áreas que precisa estudar mais, indo dos pontos mais simples para os mais complexos. Para saber quais são suas deficiências, faça exercícios que sirvam como auto-avaliação.

5. Fuja dos vilões que tiram a concentração, como as redes sociais, o celular, a TV e os games. É preciso ter foco. Reserve um momento do dia para acessar dispositivos eletrônicos, mas nunca interrompa o estudo. Se cada vez que você ouvir o toque de uma nova mensagem, parar para olhar, o tempo não vai render. Se na sua casa não houver um ambiente tranquilo, busque outra alternativa, como por exemplo uma biblioteca.

6. Crie a rotina de ler jornais e sites de notícias, sobretudo os artigos e colunas que fazem análises, como as seções de “opinião”. Isso será útil tanto para a redação, como para as provas das áreas, que costumam trazer questões relacionadas a fatos do cotidiano. Escolha alguns temas e, como exercício, faça seus próprios textos dissertativos, lembrando de pensar soluções efetivas e viáveis para os problemas abordados.

7. Use os recursos da internet para esclarecer dúvidas e fixar conteúdos. Há aulas e provas disponíveis de graça na web. O YouTube Edu, por exemplo, tem 8 mil vídeos com conteúdos do ensino médio.

8. Priorize o estudo. Lembre que não basta ser aprovado no Enem, é preciso alcançar uma boa nota para estudar nas melhores universidades. Mas não há receita mágica, isso é resultado de muito esforço. Com certeza vale a pena, por exemplo, abrir mão de algumas baladas - inclusive porque dormir bem ajuda bastante nessa hora.

9. Comece já. Não espere o dia seguinte. Especialistas em organização do tempo dizem que adiar os compromissos pode se tornar um vício, e a melhor maneira de vencê-lo é fazer logo as coisas mais importantes. Então, mãos à obra!

10. Encontre momentos para baixar o estresse e amenizar a pressão. Não adianta esquecer da família, dos amigos e da vida social. Busque o equilíbrio.

Você precisa estar emocionalmente preparado. Faça atividades físicas, elas são fundamentais para manter a cabeça ativa e seu organismo em bom funcionamento. Procure encarar este desafio com uma atitude positiva, que lhe lhe trará serenidade e autoconfiança no dia das provas.

Por Andrea Ramal

terça-feira, 29 de julho de 2014

Olimpíadas a todo vapor

Estive com meus alunos do 7° ano "C", da Escola Municipal Professor José do Patrocínio Barra (município de Felipe Guerra/RN), realizando um trabalho de campo.

A turma está inscrita nas Olimpíadas de Língua Portuguesa, aproveitei a oportunidade para pedir relatos descritivos sobre uma linda paisagem (Olho D`água no sítio Brejo em Felipe Guerra) que usamos para promover a escrita dos textos da galerinha.

A tipologia descritiva é muito utilizada em gêneros como Memórias Literárias, portanto juntei o útil ao agradável e transformei numa aula bem dinâmica.

Vejam algumas imagens marcantes












domingo, 27 de julho de 2014

A escolha é sua!

Leitores de plantão, trago-lhes uma novidade!

Com o fim dessas férias de meio de ano, e início de segundo semestre pra valer, estou voltando à rotina do meu Canal no YouTube com possíveis vídeo-aulas, abordando diversos assuntos que lhes despertem a vontade de aprender mais e mais. Por isso, lançarei uma enquete aqui no BLOG para que vocês possam especificar uma disciplina como também um conteúdo para poder dar início ao projeto das vídeo-aulas. 

Espero que participem, enviando bastante sugestões.

Lembrando que a primeira aula será ao vivo (trarei data definida) e o acesso ao Canal (inscrevam-se) está na aba acima. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Senado discute a realização de um plebiscito para a federalização da educação

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado vai discutir na próxima terça-feira (15) nove itens, entre eles, o projeto de Decreto Legislativo (PDS-460/2013), de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que propõe a realização de um plebiscito nacional sobre a transferência para a União da responsabilidade sobre a educação básica.

O projeto conta com relatoria favorável do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Buarque também é autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 32/2013) que determina a federalização do ensino básico, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).

Atualmente, os estados e municípios são responsáveis em custear, em sua maior parte, a educação infantil e os ensinos fundamental e médio. Caso o PDS seja aprovado, a consulta pública deverá ser realizada juntamente à realização do primeiro turno das eleições deste ano, onde o cidadão deverá responder: “O financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser responsabilidade do governo federal?”.

Além da consulta no primeiro turno da eleição, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias da sociedade civil possam fazer as suas campanhas a favor ou contra a federalização da educação de base. Em seu parecer favorável à realização do plebiscito, o senador Randolfe Rodrigues disse que “federalizar não significa centralizar a gerência da educação básica nas mãos do governo federal, mas sim garantir a responsabilidade da União pelo seu financiamento”.

O projeto ainda será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos e pela CCJ.

Revista Fórum

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ariano Suassuna e o seu legado para cultura brasileira


Na verdade, Suassuna está fundamentalmente enraizado na cultura brasileira, defendendo-a com clamor, mas também com rigor, separando o joio do trigo. “Um país que tem Os Sertões pode ser dominado politicamente, pode ser aviltado, mas estará sempre a salvo”, disse, certa vez, reafirmando a defesa de uma causa que lhe garantiu acusações de xenofobia, especialmente quando investia contra o que considerava lixo cultural imposto por nações como os EUA. Ele dava de ombros: “Sou velho mas tenho muita energia. Quem quiser duelar comigo, que venha preparado”.

Homem obstinado – não media esforços para traduzir em palavras e imagens a grandeza de seu universo tão particular, de onde saíram personagens e tramas fantásticas – em todas as acepções da palavra. Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927. Com 3 anos, seu pai, João Suassuna, foi assassinado por motivos políticos, no Rio, e a família foi obrigada a se mudar para o interior do Ceará. Lá, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

Na literatura, estreou em 1947, com Uma Mulher Vestida de Sol, mas foi com Auto da Compadecida (1955) que se tornou nacionalmente conhecido. A peça nasceu da fusão de três folhetos de cordel: O Enterro do Cachorro, O Cavalo Que Defecava Dinheiro e O Castigo da Soberba. Conta com 16 personagens e exibe conexões com o teatro medieval, especialmente com Calderón de La Barca.

Tal mescla se tornou uma de suas principais características. A sátira social marca O Casamento Suspeitoso, de 1957, a menos rural das peças de Suassuna, não apenas pelo tema como pela estrutura. Com O Santo e a Porca, também do mesmo ano, Suassuna criou personagens pertencentes às famílias constituídas e a temática em ambas é centrada no interesse pelo dinheiro associado ao matrimônio.

Na verdade, os personagens retomam a tradição do teatro popular, “a dupla circense que o povo, com seu instinto certeiro, batizou admiravelmente de o Palhaço e o Besta”, como disse ele, certa vez. Outros elementos típicos da cultura brasileira que ali aparecem são o bumba meu boi e a propaganda popular nordestina. Suassuna ainda evocava os empregados espertos e independentes de Molière e da Commedia dell'Arte.

A mistura de elementos aparentemente tão díspares confere um tom singular à obra, pois Suassuna exibe uma sociedade voltada para o esnobismo e a difamação – assim, a simpatia do público é naturalmente dirigida aos que se opõem a essa sociedade ou dela são excluídos.
“Meu teatro procura se aproximar da parte do mundo que me foi dada”, disse. “Um mundo de sol e de poeira, como o que conheci em minha infância, com atores ambulantes ou bonecos de mamulengo representando gente comum e, às vezes, representando atores, com cangaceiros, santos, poderosos, assassinos, ladrões, palhaços, prostitutas, juízes, avarentos, luxuriosos, medíocres, homens e mulheres de bem – enfim, um mundo de que não estejam ausentes – senão no teatro, que não é disso, mas na poesia ou na novela – nem mesmo os seres da vida mais humilde, as pastagens, o gado, as pedras, todo esse conjunto de que o sertão está povoado.”

Ariano também foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita com os elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras.

Dos seus textos narrativos, o mais marcante foi O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, publicado em 1971. Inspirado em um episódio ocorrido no século 19, no interior de Pernambuco, o livro acompanha Quaderna, personagem que é preso na cidade de Taperoá por subversão.
Ele faz a própria defesa diante do corregedor e, para tanto, relata a história de sua família, escrita na prisão. Declara-se descendente de legítimos reis brasileiros, castanhos e “cabras” da Pedra do Reino – sem relação com os “imperadores estrangeiros e falsificados da Casa de Bragança” – e conta o seu envolvimento com as lutas e as desavenças políticas, literárias e filosóficas no seu reino.

Um “romance-memorial-poema-folhetim”, como definiu Carlos Drummond de Andrade, o livro é considerado um monumento literário à cultura caboclo-sertaneja nordestina, marcada pelas tradições do mundo ibérico.

Fonte MSN

terça-feira, 22 de julho de 2014

Enem: papel da mulher está entre temas possíveis da redação

O papel da mulher está entre temas possíveis da redação. O tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 pode ser considerado tradicional em relação ao que a prova costuma cobrar. “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil” foi visto como um tema simples, de relevância social e âmbito nacional - além de ser uma atualidade na época. Em dezembro de 2012, a lei havia se tornado ainda mais rígida, causando polêmica. Foi parar no caderno de questões do popular exame brasileiro.

Não há como prever qual será o desafio dos cerca de 9,5 milhões de inscritos no Enem 2014. E professores de cursos pré-vestibulares nem recomendam aos alunos que tentem adivinhar qual será. “O aluno preparado é aquele que fala sobre qualquer tema, acompanha jornais, portais de notícias. É o aluno que lê. Não o que pensa em algum tema e só se prepara para ele”, afirma Andrea Provasi, professora de redação do Cursinho da Poli.

Segundo a professora, o Enem estabelece quatro ordens nas quais o tema pode estar: cultural, social, científica e política. E, dentro disso, o mais comum é apresentar atualidades. “Mas nada impede que apareçam surpresas. Em uma edição, o Enem tratou do tema ‘O poder transformador da leitura’ (2006). De certa forma, foi uma surpresa”, conta. Veja a seguir apostas de professores de cursos pré-vestibulares para a redação de 2014.

Participação da mulher na sociedade
Ainda acerca de uma abordagem política, o professor de Língua e Portuguesa e redação Ávila Oliveira, do Unificado, aposta que o fato do Brasil e outros países da América Latina apresentarem presidentes mulheres – além de Dilma Rousseff, Michelle Bachelet, no Chile, e Cristina Kirchner, na Argentina, são exemplos – é um tema de redação possível.

“Acho que está ‘quicando essa bola’ há algum tempo, o tema da participação da mulher na sociedade. Temos a Dilma como presidenta, a América Latina com presidentas. Até o termo ‘presidenta’ pode aparecer nos textos de apoio”, arrisca. Outros fatos como a Lei Maria da Penha, o movimento social Marcha das Vadias e o erro em pesquisa do Ipea (o órgão publicou que 65,1% concordam que mulheres com roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas, quando o correto seria 26%) também são indicações.

Para a professora Andrea, a questão de gênero pode ter relação com as denúncias de assédio sexual nos metrôs, amplamente divulgadas pela imprensa. O pedido por vagões femininos poderiam ser debatidos como um direito ou uma segregação negativa.

Democracia
A maior efeméride brasileira em 2014 pode motivar a banca a discutir a democracia com os candidatos. O golpe militar de 1964, cujo aniversário de 50 anos aconteceu em março, é uma aposta de professores para o tema de redação do Enem.

Ainda que não acredite em uma discussão do fato em si, Andrea Provasi pensa que o Enem pode trazer textos sobre os 50 anos do golpe e pedir propostas de intervenção para consolidar a democracia brasileira, considerada por ela recente.

Professor de História do Grupo Unificado, Fabrício Indrusiak não está tão confiante quanto à cobrança do cinquentenário na prova de redação – mas, se o golpe militar aparecer na prova, o mais provável é que discuta a democracia brasileira, acredita. A ampliação da rede de saúde brasileira, “principal pauta do governo nos últimos quatro anos”, sobretudo pelo programa Mais Médicos, seria um tema histórico mais provável, diz Indrusiak.

O tema do processo democrático pode surgir ainda motivado pelas eleições, que acontecerão ainda esse ano, diz Liliane Negrão, professora de gramática e redação do curso Oficina do Estudante. “O Brasil tem um dos processos eleitorais mais modernos do mundo. Além disso, as redes sociais e a internet podem entrar (na prova) pela possibilidade de conscientização do voto, com as pessoas mais bem informadas”, diz.

Racismo e esporte
Em ano de Copa do Mundo no Brasil, é razoável supor que o maior campeonato de futebol do planeta possa surgir como base para um tema de redação do Enem. Porém, os professores acreditam que a abordagem, se acontecer, deve ser mais ampla.

Andrea aposta em um debate sobre a dimensão social, histórica e cultural do esporte em meio ao povo brasileiro. Questões de identidade e de integração social são típicas do Enem, no seu ponto de vista. Da mesma forma, Ávila Oliveira aposta em “como o esporte pode modificar a sociedade”, ou algo similar. Mas acha difícil a cobrança sobre grandes eventos esportivos.

Andrea lembra outro episódio marcante em 2014 que dialoga com a prática esportiva: a campanha “Somos todos macacos”, gerada a partir do episódio na Espanha em que o jogador brasileiro Daniel Alves mordeu uma banana durante uma partida de futebol, após esta ser atirada em sua direção - ato claramente racista. “Dentro disso, há vários recortes possíveis. Como a questão das cotas nas universidades”.

Tráfico humano: da novela para a prova
Em 2007, o tema de redação do Enem foi “O desafio de se conviver com a diferença”. No ano anterior, estava no ar a novela Páginas da Vida (TV Globo, 2006), que tinha entre suas personagens uma menina com Síndrome de Down - o que não parece coincidência para o professor Ávila Oliveira. “As novelas atingem a todos, quem vê e quem não vê”.

Oliveira não duvida que isso possa acontecer novamente em 2014. “No ano passado, uma novela falou de tráfico humano (Salve Jorge, TV Globo). A gente foi bombardeado massivamente com reportagens repercutindo isso, o trajeto da personagem, etc. Para você ver, eu particularmente não acompanho novelas, mas isso chegou até mim”.

Esse seria um forte candidato à tema de redação do Enem 2014 na visão do professor, assim como a publicidade direcionada ao público infantil. O debate sobre uma restrição de horário para a veiculação dessas propagandas às crianças poderia se estender até a ponta do lápis dos candidatos.

Fonte TERRA

Olimpíadas de Língua Portuguesa

As Olimpíadas de Língua Portuguesa no Brasil estão todo à vapor nas escolas públicas. Investir no letramento do Ensino Básico é o grande trunfo do projeto que viabiliza ensinar os alunos a ler e escrever de forma mais eficaz. 

Trabalhar gêneros textuais é de muita valia para nós professores de Língua  Portuguesa (visando a escrita, pensamento, leitura, compreensão...) , Particularmente, estou afunilando os trabalhos com as séries de 7° e 9° anos com a construção de Memórias Literárias e Crônicas, respectivamente.

Segue, abaixo, algumas imagens da produção dos alunos da Escola Municipal Professor José do Patrocínio Barra. Trarei mais atualizações das Olimpíadas em próximas postagens.

7° C na construção de Memórias Literárias

9°A na construção de Crônicas

9°C na construção de Crônicas

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pensamento

Presenteie quem você AMA!

“É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. ‘Cena’ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava.... E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados."

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ajude seu filho a aprender a ler e a escrever sem atropelar a escola


Desde que nasce, cada aprendizado que a criança conquista é motivo de festa para os pais. A fase em que se aprende a ler e a escrever, que ocorre em média entre cinco e oito anos, é uma das mais aguardadas pelos adultos.

Em geral, os pais ficam apreensivos com esse momento. Alguns temem que o filho não consiga acompanhar a turma da escola e acabe ficando para trás ou se preocupam com o ritmo de desenvolvimento, julgando-o lento. Outros comparam o próprio histórico escolar com o da criança e acreditam que ela tem de repetir os passos do pai ou da mãe, principalmente os acertos e os avanços, claro.

Há ainda os que resolvem se antecipar aos professores e resolvem acelerar o processo, alfabetizando a criança em casa, a seu modo: seja como aprendeu no passado, seja da maneira como foi ensinado ao filho do vizinho ou a um sobrinho. Embora isso tudo seja feito com as melhores intenções, não é coisa muito bem vista por profissionais de educação.

"Pais e professores devem trabalhar em parceria para que a criança aprenda e se desenvolva. A colaboração da família é sempre bem-vinda, desde que esteja em sintonia com o trabalho realizado em sala de aula. É importante que os pais compreendam que a escola é o organismo capacitado para ensinar, que está preparado para fazer as intervenções adequadas, e que o processo de aprendizagem que envolve a leitura e a escrita se dá aos poucos", diz Márcia Ferreira, professora do primeiro ano e de apoio da coordenação da Escola Viva, em São Paulo.

Para Priscila Fernandes, coordenadora do programa de educação infantil do Instituto C&A, é importante que a família conheça, confie e se sinta confortável com ametodologia pedagógica usada pela escola.

Por isso, antes de pendurar uma lousa na parede da sala e tentar alfabetizar seu filho, procure o professor dele e converse sobre o que é possível fazer em casa para ajudá-lo a aprender. "A escola, que é a responsável formal pela educação, e a família devem ser parceiras nesse processo, e não concorrentes", fala Priscila.

Em geral, o que os educadores esperam dos pais é que eles criem o chamado ambiente alfabetizador em casa. Para isso, não é necessário fazer nenhuma grande mudança na rotina. A seguir, algumas dicas das especialistas consultadas para essa reportagem:

– Deixe ao alcance da criança livros e outros materiais com texto, como jornais, gibis, revistas, agendas, calendários e cardápios de restaurantes;

– Leia histórias para seu filho e cultive o hábito da leitura para que a cena se torne cada vez mais familiar e agradável para ele. Isso ajuda a começar a criar o que os educadores chamam de comportamento leitor;

– Permita que a criança escreva, mesmo que ainda não saiba fazê-lo tal como uma pessoa já alfabetizada. Para isso, deixe à disposição dela papel, canetas e lápis. Se ela rabiscar algo e lhe mostrar, dizendo que escreveu, pergunte o que está escrito. Depois, anote o que ela lhe disser logo abaixo das representações dela.

"Não precisa comentar ou explicar que não é assim que se escreve tal coisa. Somente registre usando a grafia convencional para que ele tenha contato com as letras. Prefira usar sempre letras de forma maiúsculas, usadas de maneira mais recorrente na maioria dos textos", fala Priscila. Você pode dizer que está escrevendo a mesma coisa que ela, do seu jeito;

– Quando for escrever algo, como um bilhete ou a lista de compras do supermercado, convide a criança para participar do momento. "No entanto, não o force como se fosse uma obrigação", diz Márcia;

– Use toda oportunidade para escrever o nome da criança. Priscila diz que o nome próprio é considerado pelos educadores como o primeiro alfabeto da criança. É por meio dele que ela vai ter bastante contato com um conjunto restrito de letras, em uma ordem determinada e, com o tempo, passará a reconhecê-la em outras palavras: por exemplo, ao ver o nome Marcelo escrito na mochila do amigo, Mariana vai reconhecer as letras M, A e R. Isso é importante para que ela aprenda a ler cada vez mais palavras que tenham esse mesmo começo e passe a se arriscar na leitura;

– Chame a atenção de seu filho para palavras que aparecem em rótulos de produtos. Mostrando um pacote de biscoito, diga a ele: "veja, aqui está escrito biscoito" e aponte a palavra. Fazendo isso você estará mostrando que os sinais que ele vê por toda a parte têm um significado. Incentive-o também a se arriscar na leitura. Isso é o que os profissionais da área de educação denominam de ler sem saber ler;

– Ao liberar seu filho para brincar com o computador ou tablet, não só apresente a ele jogos, músicas e filminhos. Incentive-o a explorar o teclado.

Evidentemente, nenhuma dessas práticas é suficiente para que seu filho aprenda. Lembre-se de que é na escola que ele será desafiado de maneira didática pelos professores e poderá avançar refletindo com base em suas próprias ideias e nas dos colegas. Apesar disso, investir tempo nessas sugestões diariamente (sem impô-las como um dever) vale muito a pena.

No livro "Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário" (editora Artmed), Delia Lerner, argentina estudiosa da didática da leitura e da escrita, afirma que ensinar a ler e a escrever é um desafio que transcende amplamente a alfabetização em sentido estrito. O desafio tem a ver com incorporar os alunos à cultura do escrito, fazer com que todos sejam membros plenos da comunidade de leitores e escritores. Ou seja, você não deve se dar por contente quando seu filho aprender a ler e a escrever. É preciso mais: fazer uso disso com autonomia e competência e não só por obrigação, mas também por prazer.

Lição de casa: ajuda dos pais precisa ter limites

Para fixar o que foi aprendido na escola, desafiar a criança a encontrar solução para algo que ainda não aprendeu ou avaliar como ela lida com determinado tema visto em sala horas depois, quando está sozinha, os professores encaminham atividades para serem feitas em casa.

"É bastante comum que os pais sejam orientados sobre como proceder", afirma Márcia. Se a escola do seu filho não faz isso, agende uma reunião com o professor dele, o coordenador pedagógico ou o diretor e peça para conversar a respeito. É importante não só saber o que eles esperam de você, mas também as expectativas em relação à criança.

Em linhas gerais, para colaborar com o momento da tarefa, escolha um local organizado, silencioso e confortável para a criança estudar.

Se ela pedir auxílio para resolver algum item, procure ajudá-la somente lendo o enunciado. "Ao passar uma tarefa para casa, o educador tem objetivos claros e, se os pais resolvem o exercício para não deixar que o filho vá à escola no dia seguinte com o dever em branco, estão mascarando, ainda que sem querer, o que a criança sabe e o que ela ainda não aprendeu", diz Márcia.

Além disso, não se esqueça de que o professor conhece a criança e vai perceber que não foi ela quem resolveu a lição se o resultado estiver muito além do que ela sabe no momento.

No caso de seu filho se preocupar porque não consegue resolver alguma coisa ou cometer erros, tranquilize-o. Explique que não há problema em errar ou admitir que ainda não sabe tal coisa. Faz parte do processo e, no dia seguinte, o professor e os colegas de classe vão ajudá-lo.

Fonte UOL

quarta-feira, 16 de julho de 2014

De olho no gênero: Artigo de Opinião

O QUE É UM ARTIGO?
Artigo, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas ( 1994, p.1 ), é um “ texto com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, processos, técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento ”.
Os artigos contêm comentários, análises, críticas, contrapontos, e às vezes ironia e humor. Há artigos tanto na mídia impressa ( jornais, revistas ) quanto em rádio e televisão ( nesse caso, são lidos no ar pelo articulista ).
Como o nome diz, Artigo de Opinião é aquele que exprime a opinião do autor.

Características:
* Texto argumentativo. Argumentação é uma forte característica do artigo de opinião, em que o autor tenta a todo tempo convencer, persuadir o leitor acerca de sua opinião, sua posição. Não há como ficar neutro em um Artigo de Opinião.
* Exprime a opinião, o posicionamento do autor sobre determinado assunto.
* É uma redação geralmente curta cujo tamanho quem determinará será o autor. Para fins didáticos, escolares, cerca de 15 a 30 linhas.
* Normalmente feito em 1ª pessoa, mas também pode aparecer em 3ª pessoa.
* O artigo de opinião é assinado. Observação: Em exames vestibulares e concursos, não se assinada para não haver identificação do candidato.
* As ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, ele deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados.
Estrutura:

* Título.
* Assinatura.
* Introdução.
* Desenvolvimento.
* Conclusão.

Procedimento:
Escolher o tema, levantar todos os aspectos sobre o assunto, prós, contras, estatísticas, colher diferentes opiniões, diferentes pontos de vista, buscar informações em publicações. Definir sua opinião sobre o assunto e para qual lado irá pender, qual idéia irá defender.
Aspectos persuasivos são as orações no imperativo ( seja, compre, ajude, favoreça, exija etc.. ) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores ( e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que etc.. ) e dão maior clareza às ideias.
Lembre-se que o Artigo de Opinião tem o objetivo de contribuir para o enriquecimento cultural, assim, transmite conhecimento, novas leituras de mundo e exige conhecimento e cultura do autor. Quem lê um artigo, quer aprender mais.
Após o término do Artigo, é sempre importante fazer a releitura.
Para uma boa redação:
Coesão, Coerência, Clareza e Concisão.

TÍTULO
Após escolher o tema ( atual, polêmico, de interesse coletivo, discutido na sociedade, que exige posicionamento, opinião formada ) crie um título que desperte interesse e curiosidade do leitor. Coloque-o na parte central superior da folha.

ASSINATURA
Coloque seu nome completo após o título na parte direita da folha.

INTRODUÇÃO
Primeiro parágrafo do texto. Exposição do assunto a ser tratado
Na introdução, não vale ainda opinar, mas apenas situar o leitor no assunto. A introdução não pode ter um parágrafo muito grande, será retomada no desenvolvimento e conclusão.

DESENVOLVIMENTO
No desenvolvimento, você vai poder misturar suas opiniões com os dados que você recolheu sobre o assunto, vai argumentar, expor seu ponto de vista, tentar convencer, sempre com o foco no público alvo, pensando em quem vai ler.
Você pode citar o que já disseram, apresentar estatísticas, se tiver mais espaço e mais tempo para fazer. Caso não tenha, use o que você leu e dê uma cara própria ao texto. A parte do desenvolvimento também pede seu raciocínio crítico. Nunca use a emoção para escrever, sempre seja centrado, não se exalte. A emoção pode comprometer a seriedade que a opinião deseja. No desenvolvimento haverá retomada do título e introdução, de modo a argumentar, ou dar suporte à argumentação
O desenvolvimento pode ter vários parágrafos, para fins didáticos, de um a três.

CONCLUSÃO
A conclusão é feita em um único parágrafo, com dicas suas para que algo possa melhorar, apresentação de soluções curtas ou para que seja evitado o que aconteceu, pode manifestar seus temores e seu otimismo. É uma nota para o futuro, ainda que, com pessimismo, dependendo do seu humor, mas nunca se exalte, otimista ou pessimista. Na conclusão haverá retomada do título, introdução e desenvolvimento, de modo a concluir, confirmando a ideia principal.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Interpretação é a competência exigida em todas as disciplinas no ENEM

Saber interpretar um texto não é uma competência aproveitada apenas na prova de Linguagens e Códigos. A boa leitura é umaarquicompetência, que passa e relaciona todas as áreas do conhecimento. Se você consegue extrair de um texto todas as informações necessárias para responder corretamente a uma questão, certamente terá um bom desempenho em todas as disciplinas exigidas no Enem.

Pensando nisso, o Vestibular Brasil Escola traz para você algumas dicas de como interpretar textos no Enem. São dicas simples, mas que fazem toda a diferença na sua preparação para essa importante prova, passaporte para as melhores universidades do país. Acompanhe o passo a passo e boa prova!

Passo a passo para a interpretação de textos no Enem:

1º Passo: Leia com atenção. Ler a questão com cuidado é fundamental para acertá-la. Além disso, algumas questões do Enem trazem a resposta no próprio enunciado;

2º Passo: Ficou em dúvida na primeira leitura, não foi suficiente para esclarecer a questão? Leia novamente, sem pressa e sem ansiedade. Sabemos que o Exame é longo, muitas questões para responder em tempo reduzido, mas lembre-se do velho ditado: a pressa é inimiga da perfeição;

3° Passo: Fique por dentro das atualidades. Saber o que acontece no mundo é uma competência exigida em todas as provas do Enem. É imprescindível que você leia revistas e jornais para manter-se informado. Lembre-se de que muitos textos do Enem são retirados dessas publicações, sejam elas impressas ou virtuais;

4º Passo: Lembre-se de que suas respostas devem levar em consideração princípios éticos, como o respeito aos diretos humanos, à diversidade, ao não preconceito, além de ideais que compactuem com uma perspectiva de preservação do meio ambiente. O comportamento contrário indicará que você não possui uma postura cidadã, o que definitivamente não queremos, certo?;

5º Passo: Quando uma questão exigir a leitura de dois ou mais textos, fique atento aos pontos de encontro existentes entre eles. Esse certamente será o “ponto nevrálgico” da questão. Portanto,estabeleça relação entre os textos.

Fonte Brasil Escola

Pai pode ajudar o filho a fazer a lição de casa? Veja mitos e verdades


Depois da maratona para escolher a escola dos filhos, os pais entram em uma nova fase de dúvidas: como ajudar a criança com a lição de casa? Em primeiro lugar, dizem as especialistas consultadas pelo UOL, os pais devem entender a importância dessa atividade para o estudante, especialmente os que estão nos primeiros anos do ensino fundamental.

"A família precisa valorizar a lição de casa, mostrar interesse, deixar a criança falar sobre como foi o dia dela na escola. Nunca usar termos para desmerecer, dizer que a lição é uma coisa chata, um sacrifício, que a família não pode sair porque a criança tem tarefa para fazer", afirma Marcia Almirall, orientadora do 3º ano do ensino fundamental do Colégio Santa Maria.

Em seguida, os pais devem descobrir qual é o melhor horário para fazer a lição de casa. Especialistas dizem que a hora varia muito de acordo com a rotina da família, mas é indispensável que um adulto esteja presente para acompanhar a criança.

"A hora de fazer a lição deve virar uma rotina para a família. É algo que deve acontecer de preferência no mesmo horário todos os dias. Não deve ser muito tarde, porque a criança está cansada e não rende", diz Sueli Conte, diretora e psicopedagoga do Colégio Renovação.

Decidido o melhor horário, é preciso escolher um local bem iluminado, confortável e silencioso para a criança fazer a tarefa. Os pais devem desligar a televisão, o computador e evitar espaços em que outras crianças estejam brincando –tudo para não desviar a atenção dos estudantes.

Desse modo, as especialistas dizem que vale usar a mesa de jantar ou da cozinha, um escritório ou a escrivaninha do quarto criança. Não importa o lugar escolhido,todos os materiais escolares devem estar ao alcance do estudante, o que evita passeios pela casa e a distração na hora de fazer os exercícios.

A partir daí, os pais devem se fazer presentes, mas nada de sentar ao lado da criança e ficar ali do início ao fim dos exercícios. Deixá-la sozinha também é prejudicial. O ideal é ficar atento ao que o estudante está fazendo e estar acessível caso a criança queira ajuda. "Os pais precisam estar presentes para que a criança sinta que tem um apoio, que aquilo é importante", diz Almirall.

Corrigir a lição?

Para Adriana Iassuda, coordenadora pedagógica do Colégio Itatiaia, nesse momentoos pais devem tentar auxiliar a criança, mas nunca resolver o exercício em seu lugar. "Muitas vezes os pais acham que a lição deve voltar para a escola totalmente correta, e acabam resolvendo pelo filho ou extrapolando nas explicações. Cuidado, pois isso pode resultar em mais dúvidas ou mascarar uma dificuldade significativa", explica.

No caso das crianças que estão em fase de alfabetização, os pais podem mostrar a grafia correta, mas isso não deve se tornar um hábito. Segundo Iassuda, uma boa dica é questionar: "Qual é a letra que você acha que usamos?" ou "Como você acha que se escreve?".

Se as dúvidas são de matemática, por exemplo, os pais não devem ensinar a maneira como aprenderam a fazer determinada conta –o que pode confundir ainda mais a criança. "O certo não é explicar do jeito dele, mas tentar ajudar o filho a buscar, dentro dos seus próprios conhecimentos, a resolução do problema", afirma Almirall.

Os pais ainda precisam ficar atentos à duração da tarefa: crianças de 7 a 8 anos devem demorar em média entre uma hora e uma hora e trinta minutos. Se o estudante dedica mais ou muito menos tempo para os exercícios, os pais devem observar a rotina do filho (se ele levanta muitas vezes, se o ambiente é adequado, se um adulto está por perto) e procurar a escola para conversar sobre o rendimento do aluno e as exigências pedagógicas.

"A quantidade de lição que uma escola passa não demonstra se a criança aprendeu ou não. Por isso, os pais devem conversar com o professor, com o coordenador e conhecer o projeto pedagógico da escola", diz Conte.

Fonte UOL

segunda-feira, 14 de julho de 2014

No Brasil, 8,5 milhões de alunos estão atrasados duas séries na escola


Mais de 8,5 milhões de alunos brasileiros estão atrasados pelo menos dois anos na escola. Os dados são do Censo da Educação Básica 2013 e mostram que 6,1 milhões de estudantes do ensino fundamental e 2,4 milhões do ensino médio não estão na série ideal.

Nessas duas etapas de ensino o país tinha 37,3 milhões de matrículas em 2013. São crianças e adolescentes que reprovaram, abandonaram a escola ou já foram alfabetizados com atraso.

"Nós temos esse descompasso, que é a falta de correspondência entre e a idade e o ano escolar. A responsabilidade de solucionar esse problema é do governo federal e dos governos estaduais e municipais, junto com a sociedade. Não é só um problema de gestão do setor público, é uma questão das prioridades que a sociedade estabelece", afirma Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação).

O ideal é que o aluno tenha 6 anos no 1º ano do ensino fundamental e complete 14 anos no 9ª ano. Já as três séries do ensino médio devem ser feitas entre os 15 e os 17 anos. A realidade, porém, é que 21% dos estudantes do fundamental e 29,5% do ensino médio não estão na sala correta.

Para especialistas, as principais causas desse atraso são a repetência e a evasão escolar, que refletem problemas estruturais e pedagógicos das escolas. "O fluxo escolar melhora quando há acompanhamento mais perto dos alunos, escolas menores e próximas às casas dos alunos, equipe escolar estável e programas de recuperação ao longo do período letivo", afirma José Marcelino Rezende Pinto, professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.

O pico de defasagem ocorre no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio, fases importantes de transição na vida escolar. No primeiro caso, os alunos deixam salas menores e com apenas um professor para entrar em uma etapa de maior exigência, muitas vezes acompanhada da troca de escola.

"Na primeira fase do ensino fundamental [do 1º ao 5º ano] o aluno tem uma rotina, menos professores, menos disciplinas e está acostumado com um ritmo na escola. No 6º ano pode acontecer de mudar de escola, então há uma adaptação, mais disciplinas e mais professores", afirma Adriana Aguiar, secretária de Educação do Tocantins e vice-presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

Fonte UOL

Que o Senhor ilumine nossa semana!


domingo, 13 de julho de 2014

Professores apontam possíveis temas da Copa no vestibular

A Copa do Mundo de 2014 chega a reta final, mas os temas ligados ao campeonato realizado no Brasil devem ir além do domingo, 13. A avaliação é de professores de cursinhos que apostam que o mundial deve ser abordado nos vestibulares no fim do ano.

Além de questões históricas, como o uso político da vitória na Copa de 1970, comparação com a Copa de 1950 e os protestos, podem cair temas de geografia como fuso horário, as diferenças climáticas brasileiras, o fluxo de pessoas e as epidemias. Há ainda a possibilidade do tema ser abordado na redação.

O professor de história no Cursinho da Poli Fernando Rodrigues fez uma pesquisa nos vestibulares de universidades públicas e das principais instituições privadas de todo o País. No últimos 20 anos, segundo ele, foram 26 questões relacionadas a Copa, sendo que 13 se referiam ao uso político da vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1970. Já o Enem (Exame Nacional do ensino médio), segundo a pesquisa, nunca abordou a Copa do Mundo.

Ele ressalta ainda que a Copa da África do Sul, em 2010, foi utilizada para falar sobre apartheid em questões da UFF (Universidade Federal Fluminense) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Já em 2006, com a Copa na Alemanha, uma questão abordava a divisão das duas Alemanhas e a guerra fria. "Geralmente, não há pergunta específica sobre Copa, mas ela é utilizada como mote para perguntar sobre temas ligados ao país aprendidos no ensino médio", ressalta.

Neste ano, Rodrigues aposta que os vestibulares vão trazer questões sobre os protestos contra a Copa ligados a outras manifestações como os caras pintadas na década de 90 e o movimento "Diretas Já", na década de 80. Além dos protestos, ele também acredita que o possível uso político da Copa pelo governo ou oposição também pode ser explorado.

Para a professora de redação do colégio e cursinho Objetivo Maria Aparecida Custódio, as universidades podem pedir dissertações sobre a "alienação" do brasileiro com o esporte. "Outra discussão é o fato de sermos apaixonados por futebol e o esporte em si ser tão pouco valorizado. Só 50% das escolas públicas tem quadra de esporte", ressalta.

Maria Aparecida também aposta que as universidades podem provocar os vestibulandos a escreverem sobre o saldo da copa ou sobre o patriotismo durante o evento. "Outro tema que pode surgir é a síndrome vira-lata surgida após a derrota da Copa de 1950 e reafirmada agora", diz.

Ela não acredita, no entanto, que o tema será usado na redação do Enem. "O exame não traz 'temas políticos' que possibilitem que os candidatos critiquem o governo. Geralmente, traz questões de cidadania", cita. Já a Fuvest, segundo ela, não deve abordar a Copa, já que define o tema no começo do ano e não costuma trazer questões da atualidade. "São sempre questões atemporais", lembra.

Para o professor de geografia no Cursinho da Poli Billy Malachias, a Copa deve ser abordada com questões ambientais ligadas a biológicas. "Com o tamanho do território brasileiro, há diferentes zonas climáticas, isso se manifestou no comportamento dos atletas, com grande esforço físico, por conta da umidade e calor. Isso foi mais difícil para seleções europeias", ressalta.

Fonte UOL

De volta ao batente

Amigos(as) que acessam diariamente o BLOG do Professor Valério, é com muita honra, primeiramente me desculpando pelos seis primeiros meses, do ano 2014, sem postagem alguma, que estou de volta trazendo muitas utilidades e novidades para todos compartilharem as mais diversas vivências deste PORTAL EDUCATIVO.

Como vocês podem ver, estamos de cara nova e dispostos a dar continuidade no exercício da aprendizagem.

Começaremos a mostrar o que há por vir nesta segunda metade de 2014.2, portanto, estejam sempre dando uma passadinha aqui para elogiar, criticar, dar sugestões e serem assíduos na participação em conjunto com o objetivo de aprendermos mais e mais.

O BLOG DO PROFESSOR VALÉRIO SHOWMAN ESTÁ DE PORTAS ABERTAS PRA VOCÊS!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A clareza de um texto

Você já fez alguma redação em que o comentário do corretor foi: Falta clareza das ideias, texto confuso, falta de coesão, parágrafo confuso?

É muito ruim quando lemos algo e não entendemos com exatidão o que aquele escritor quis dizer. Os argumentos se emendam uns nos outros, uma nova ideia surge a cada vírgula e em um mesmo período, o parágrafo parece não ter mais fim!

Uma redação é clara quando há transmissão do conteúdo ao interlocutor de maneira que este compreenda a mensagem. Logo, redações mais concisas, ou seja, objetivas, tendem a possuir mais clareza.

Se você tem dificuldade em estruturar bem seus pensamentos, utilize um rascunho. Leia sobre o assunto e busque na memória o conhecimento que já tem sobre ele. Então, reflita sobre o que vai escrever e como vai fazê-lo. Para isso, delimite o tema geral em um específico como, por exemplo: Tema geral: Amazônia, Tema específico: Manifesto Amazônia para sempre.

Quando você restringe o tema, restringe também o que vai escrever. Não que o texto deva ficar pequeno, mas sim objetivo, a fim de que seja desenvolvido plenamente. O escritor também deve ficar atento ao número mínimo de 15 linhas e máximo de 30 ou 35 (dependerá do processo seletivo).

O rascunho é muito importante, pois nele os erros poderão ser corrigidos antes de serem passados para a folha de redação definitiva. Quanto à clareza, tente cumprir com os seguintes aspectos:

a) Faça frases curtas, pois períodos longos geralmente ficam confusos.

b) Não tente parecer mais culto, empregando palavras que desconhece, pois correrá o risco de errar quanto ao significado. Portanto, use palavras simples e precisas.

c) Tenha cuidado com a ambiguidade, que é quando uma oração pode ter mais de um sentido: Peguei as chaves da Ana. (peguei as chaves que estavam com Ana ou as chaves que pertenciam a Ana?)

d) Coesão: As partes devem estar interligadas, ou seja, relacionadas. Não comece falando de alguma coisa e parta para outra, sempre termine a ideia inicial sem delongas. Frases com muitas vírgulas são indício de falta de coesão. Outra questão é não tentar passar as ideias de acordo com o que vão aparecendo em sua mente, pois o fluxo mental é intenso. Na hora de escrever, concentre-se e sempre leia cada parágrafo que acabou de redigir para verificar se está claro!

Por Sabrina Vilarinho

segunda-feira, 28 de abril de 2014

COMUNICADO AOS AMIGOS(AS) LEITORES(AS)

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas a todos vocês que acessam o BLOG do Professor Valério. Foram 4 meses sem nenhuma postagem, muito menos explicações sobre o paradeiro das atividades mencionadas constantemente aqui. 
Como informei no anúncio anterior, 2014 é ano de inovações e construção de novos projetos, digamos que ousados por sinal.
Enfim, venho, através desta nota, comunicar que em menos de 20 dias, contando a data desta publicação, estaremos num novo espaço. O BLOG dará lugar para um site contendo uma roupagem e conteúdos que tentará atender a demanda dos amantes da Língua Portuguesa.
Será um projeto de divulgação do nosso trabalho através das vivências no nosso dia-dia.
Brevemente estarei disponibilizando o acesso. 
Um abraço.  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Comunicado do Prof. ShowMan

Caros leitores.
O ano de 2014 começa e ,com ele, muitas coisas novas. Com fé e ousadia, venho anunciar que, em breve, o nosso BLOG estará passando por uma reformulação. Muitas novidades virão para os amantes de uma boa leitura.  
Quero pedir a compreensão pelo período de inatividades. Tudo por conta das férias pela qual vários de nós estamos passando. 
Continuem acessando o Professor Valério ShowMan e aguardem as boas novas.