quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Enem mostra um ensino médio estagnado e dá novo sinal de alerta

O resultado do Enem 2014 mostra que o ensino médio brasileiro segue estagnado. No resultado divulgado,caíram as médias da redação e da prova de matemática. Não é um resultado isolado, porque o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) vem mostrando a mesma coisa: neste segmento da educação básica, nunca conseguimos alcançar a média 4,0 sobre 10,0.

Além da queda na nota da redação, meio milhão de candidatos ficou com zero nessa prova. Um dos fatores que explicam isso é o provável número de analfabetos funcionais. São alunos que foram aprovados em anos anteriores e estão no final do ensino médio, mas não sabem ler um enunciado, explicar uma ideia, fazer um texto com encadeamento e lógica.

Os três últimos ministros de Educação, quando assumiram, anunciaram que a prioridade seria "reformar o ensino médio". Neste ano, Cid Gomes disse o mesmo. Mas há décadas as notas não mudam e o processo de aprendizagem também não. Vão-se os ministros, ficam os problemas.

Todos os indicadores convergem nesse sentido. O Pisa (prova internacional de competências) fornece um diagnóstico similar há anos, num ranking em que os alunos brasileiros ocupam o desonroso 58º lugar entre 65 países. A última Prova Brasil indicou que a cada dez alunos, nove terminam o ensino médio sem aprendizagem adequada em matemática.

O resultado disso é que, mesmo longe da nota ideal, milhares de alunos entrarão no ensino superior através do Enem e das políticas de inclusão – boas e oportunas, em si - mas infelizmente correm o risco de abandonar os estudos, sobretudo em carreiras que dependem de matemática ou exigem cálculos mais complexos.

Este último Enem é um sinal de alerta: não podemos mais adiar a reforma no sistema educacional. Caso contrário, a competitividade do país estará seriamente ameaçada. Não é de hoje que as empresas reclamam por não encontrar gente qualificada. O Brasil pode até voltar a crescer em função de medidas econômicas, mas tornar este crescimento de fato sustentável só será possível com educação pública de qualidade.

Fonte: G1

Cid Gomes defende um "Enem para professores"

O novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), afirmou ontem que qualquer tipo de avaliação deverá ser feita por opção do professor e que pretende avaliá-los anualmente. Atualmente, a avaliação é preparada de dois em dois anos. “Deve-se imaginar alternativas, estímulos que levem os professores a fazerem esse tipo de avaliação. Uma delas pode ser essa já colocada pelo ex-ministro Haddad. Você, tendo um professor passado por uma avaliação nacional, ele já fica com, vamos dizer assim, um Enem, um passaporte para o ingresso no magistério de um município ou de um Estado”, afirmou Gomes em Brasília numa entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Fonte: O povo

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Opinião de Alexandre Garcia sobre Redação do ENEM

Para tirar zero em redação, muitos nem chegaram a escrever.

Tirar zero em redação não é algo que se consiga de um ano para outro. Isso é resultado de muitos anos de falta de leitura e falta curiosidade que aprimoram a ferramenta da comunicação, que é a língua, e o conteúdo dela, que é o conhecimento. Sem conteúdo, é o vazio. E com vazio não se faz um cidadão nem um país e muito menos uma redação. Quase 10% de nota zero e apenas 0,004% de nota máxima não são boas notícias.

Os empregadores no Brasil têm uma grande queixa: as pessoas não entendem as instruções e não conseguem se expressar com clareza. E a língua, que é uma das bases da nação tanto quanto o território, está virando um dialeto confuso em que dá bom dia a todos e todas. Chama a presidente de presidenta, com modismos horríveis como ‘vou estar fazendo’, ‘o governador ele disse’ e outras esquisitices.

Com falta de leitura, o vocabulário é limitado, e aí se usam palavras mais compridas para ter tempo de achar a palavra seguinte. Avião virou aeronave, fim de semana virou final de semana, vender é comercializar, oferecer virou disponibilizar, ver virou visualizar, crime é criminalidade, arma virou armamento.

E ainda se apoiam em muletas da língua: não se veste a camisa e não se calça o sapato, apenas se coloca. Passageiro, hóspede, paciente, frequentador, virou usuário. A nossa língua já é muito pouco conhecida no mundo, mas ser pouco conhecida no nosso próprio país isso nos emudece um pouco.

Resultado do PSV 2015 será antecipado para o dia 16 de janeiro


Inicialmente previsto para o dia 23 de janeiro, o resultado do Processo Seletivo Vocacionado (PSV 2015) será antecipado para a próxima sexta-feira, 16 de janeiro. Este é o último PSV realizado pela UERN, que passa a utilizar o ENEM/SiSU de forma integral a partir de 2016.

A divulgação ocorrerá às 16h, na Reitoria da UERN, Centro de Mossoró. O Reitor Pedro Fernandes divulgará os nomes dos primeiros colocados e, em seguida, as listas com os nomes dos candidatos aprovados serão disponibilizadas em murais e no site da UERN.

O diretor da Comissão Permanente de Vestibular (COMPERVE), prof. Egberto Mesquita, explica que a UERN solicitou a antecipação do resultado em virtude do calendário do SiSU, cujas inscrições serão realizadas no período de 19 a 22 de janeiro.

Neste ano, a UERN ofertou 40% das vagas pelo PSV e 60% das vagas pelo ENEM/SiSU. Para consultar o quadro de vagas oferecidas pela UERN através do SiSU clique AQUI.

Além da relação de aprovados, será publicado na sexta-feira (16) o edital com normas e prazos para a matrícula dos candidatos classificados no PSV 2015.

Fonte: UERN

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Hora da Crônica

Sítio ou cidade?

Estava aqui sozinha pensando sobre o que ia escrever nesta crônica, pensando em
alguma coisa que realmente tenha chamado minha atenção. Estava sem ideias,
quando, de repente, olhei e vi ao meu redor um lugar calmo, soavam apenas o
canto dos pássaros e o som dos galhos das árvores batendo uns nos outros. Então
pensei "não há nada melhor do que falar de onde moro".
Sítio querido, lugar onde nasci e estou vivendo. Vivo no campo desde o
nascimento dos primeiros dentes, quando falei minhas primeiras palavras. Lugar
calmo, predomina apenas a paz, o amor e a solidariedade entre todos. Não há
assaltos, roubos, ao contrário,todos se ajudam. Diferentemente das cidades que,
ao raiar o dia, ouvimos, como primeiras notícias, roubos a bancos, mataram
fulano, sicrano...Não, no lugar onde vivo não é assim. Ao amanhecer, ouvimos a
cânticos de animais, o lindo pôr do sol entrando em nossas casas, a dona de casa
acorda às 5 da manhã para fazer o café e quando nos acordamos, temos um
cafezinho prontinho na mesa.
Ainda há quem diga "vida boa é na cidade", pois sou contrária "vida boa é no meu
lindo sítio". Silêncio, sem a "gritaria" das motos, carros, poluição sonora.
É, a conversa está boa, mas por aqui vou ficando pois se fosse falar de todas as
belezas que aqui possui, passaria o dia inteiro conversando com vocês. Não
terminaria tão cedo.
Edglécia Vieira


O texto publicado acima foi vencedor da etapa municipal das Olimpíadas de Língua Portuguesa nas escolas públicas do Brasil. Edglécia, aluna do 9° B, estudou na Escola Municipal Professor José do Patrocínio Barra na cidade de Felipe Guerra/RN. Como professor/orientador fiquei muito feliz por essa conquista mais que merecedora.