terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A menina raptada - Rafael Araújo

Era uma vez uma vila muito, muito distante, em que a vida seria perfeita, se não fosse pelos três porquinhos que habitavam a região. Eles sempre estavam armando truques para raptar alguém e levar para seu rei, o lobo.

As pessoas sempre se preveniam, mas nem sempre era possível evitar os três.

Certo dia, eles pegaram uma menininha que morava na vila e levaram-na para o lobo. A menina não sabia pra que os porquinhos queriam-na, e os perguntou:

– Para onde estão me levando?

– Para um lugar muito legal! - disse os três.

– É sério?

– Sim, claro!

Então os porquinhos levaram ela para o lobo, que disse:

– Isso é muito pouco! Preciso de mais comida!

Assim, os porquinhos voltaram para a vila, mas não conseguiram pegar nada. Voltaram para à toca do lobo, que falou:

– Se não conseguem trazer comida, terei que comer os três.

– Não vai! - falou o caçador que passava por lá, atirou no lobo, que não conseguiu se levantar e morreu.

Os porquinhos comemoraram muito. Daquele dia em diante a vila não foi mais aterrorizada e todos viveram felizes para sempre.
"O texto, acima, é um conto maravilhoso produzido por Rafael Araújo - aluno do Colégio Mater Christi. A proposta lançada foi de recriar um conto envolvendo personagens infantis já conhecidos, inserindo-os num novo contexto."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Crônica: Gênero entre jornalismo e literatura

Assim como a fábula e o enigma, a crônica é um gênero narrativo. Como diz a origem da palavra (Cronos é o deus grego do tempo), narra fatos históricos em ordem cronológica, ou trata de temas da atualidade. Mas não é só isso. Lendo esse texto, você conhecerá as principais características da crônica, técnicas de sua redação e terá exemplos.

Uma das mais famosas crônicas da história da literatura luso-brasileira corresponde à definição de crônica como "narração histórica". É a "Carta de Achamento do Brasil", de Pero Vaz de Caminha", na qual são narrados ao rei português, D. Manuel, o descobrimento do Brasil e como foram os primeiros dias que os marinheiros portugueses passaram aqui. Mas trataremos, sobretudo, da crônica como gênero que comenta assuntos do dia a dia. Para começar, uma crônica sobre a crônica, de Machado de Assis:

O nascimento da crônica

“Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e la glace est rompue está começada a crônica. (...)
(Machado de Assis. "Crônicas Escolhidas". São Paulo: Editora Ática, 1994)

Publicada em jornal ou revista onde é publicada, destina-se à leitura diária ou semanal e trata de acontecimentos cotidianos.

A crônica se diferencia no jornal por não buscar exatidão da informação. Diferente da notícia, que procura relatar os fatos que acontecem, a crônica os analisa, dá-lhes um colorido emocional, mostrando aos olhos do leitor uma situação comum, vista por outro ângulo, singular.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, dentre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades.

Jornalismo e literatura


É assim que podemos dizer que a crônica é uma mistura de jornalismo e literatura. De um recebe a observação atenta da realidade cotidiana e do outro, a construção da linguagem, o jogo verbal. Algumas crônicas são editadas em livro, para garantir sua durabilidade no tempo.

Leia a seguir uma crônica de um dos maiores cronistas brasileiros:

Recado ao Senhor 903

“Vizinho,

Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito a repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor; é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois as 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada: e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
[...] Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: ‘Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou’. E o outro respondesse: ‘Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela’.
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.”

(Rubem Braga. "Para gostar de ler". São Paulo: Ática, 1991)

Fato corriqueiro...

Há na crônica uma série de eventos aparentemente banais, que ganham outra "dimensão" graças ao olhar subjetivo do autor. O leitor acompanha o acontecimento, como uma testemunha guiada pelo olhar do cronista que tem a pretensão de registrar de maneira pessoal o acontecimento. O autor dá a um fato corriqueiro uma perspectiva, que o transforma em fato singular e único.

No caso da crônica "Recado ao Senhor 903", há uma crítica à desumanização na cidade grande, na qual somos, muitas vezes, apenas números e não pessoas. O surpreendente é a inversão proposta pelo narrador ao final da crônica: no lugar da intolerância, tão comum nas cidades grandes, ele propõe um possível acolhimento amigo.

Outro aspecto é que as personagens das crônicas não têm descrição psicológica profunda, pois, são caracterizadas por uma ou duas características centrais, suficientes para compor traços genéricos, com os quais uma pessoa comum pode se identificar. Em geral, as personagens não têm nomes: é a moça, o menino, a velha, o senador, a mulher, a dona de casa. Ou têm nomes comuns: dona Nena, seu Chiquinho, etc...

Análise da linguagem

1) Intenção e linguagem
O narrador-personagem da crônica (ou remetente da carta ao vizinho) reconhece que faz barulho e por isto pede desculpas. Veja, assim, as palavras e afirmações que usou para construir essa ideia: "consternado", "desolado", "lhe dou inteira razão", "O regulamento do prédio é explícito", "Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso", "Peço desculpas", "Prometo silêncio".

No entanto, através de ironias, o narrador reconhece sua falta, mas explicita que não concorda com a situação, uma vez que a aborda também de outro ângulo, problematizando as relações entre as pessoas e não simplesmente aceitando a situação como algo imutável. E faz isso, especialmente, quando:

ironiza a estruturas dos prédios em que as pessoas ficam empilhadas, perdendo o contato humano;
refere-se a todos os vizinhos, incluindo ele próprio, pelo número do apartamento e não pelo nome;
critica o isolamento e a distância entre as pessoas cujas vidas estão limitadas pelas normas que cerceiam o convívio humano;
sonha com outra relação mais humana e fraterna, entre as pessoas.

2) Ironia e humor

a) Veja como o narrador usa uma fina ironia quando fala de si mesmo e dos motivos das reclamações do vizinho:

"Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós doisapenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua." Verifique ainda como o uso do elemento "apenas", usado duas vezes intensifica a sua exclusão em relação aos demais moradores do prédio.

b) O excesso de referência a números acaba por criar um efeito de humor e crítica social:

"Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h 45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois as 8h 15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305."

Enfim, o efeito de humor tem a ver com:

o contraste entre uma situação e outra: os que mantêm silêncio e pessoas, como o narrador, que não o fazem;
o inesperado: o texto parece se encaminhar para um sentido e bruscamente aponta para outro.

3)Uso de verbo

Quando o narrador quer sonhar com uma outra situação em relação, não só à sua vizinhança, mas também à vida na cidade grande, veja que ele constrói essa ideia usando verbos no pretérito imperfeito do subjuntivo, o que indica possibilidade/desejo/hipótese:

"Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: 'Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou'. E o outro respondesse: 'Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela'.

E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.

4)Uso dos artigos

Releia os trechos:

a) "Quem fala aqui é o homem do 1003.".

Foi usado o artigo definido ( o ), quando o narrador refere-se a si mesmo, particularizando, dessa forma, um indivíduo, entre outros.

b) "Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que umhomem batesse à porta do outro e dissesse (...). E o outro respondesse (...)"

Há artigo indefinido ("um homem"), quando foi introduzido um elemento ainda não citado no texto, generalizando-o. Há artigo definido ("o outro"), quando novamente se tem um indivíduo já citado, particularizando-o.

Veja que essas escolhas linguísticas vão constituindo a ligação/coesão entre as partes do texto, de tal maneira que, mais do que saber o nome das classes da gramática - substantivos, adjetivos, artigos, advérbios, verbo, conjunção, pronome, preposição, numeral - é importante saber suas articulações na construção dos sentidos de um texto.

Características das crônicas

 A crônica é um texto narrativo que:
É, em geral, curto;
Trata de problemas do cotidiano; assuntos comuns, do dia a dia;
Traz as pessoas comuns como personagens, sem nome ou com nomes genéricos. As personagens não têm aprofundamento psicológico; são apresentadas em traços rápidos;
É organizado em torno de um único núcleo, um único problema;
Tem como objetivo envolver, emocionar o leitor.

Fonte UOL

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Saiba como um erro de português virou caso de polícia na Paraíba


No cartaz estava escrito "Oferta imperdível. Chip Vivo. R$ 1 com aparelho". Ao ler, o professor Aurélio Damião, 38, considerou a proposta irrecusável.

Com R$ 4 no bolso, ele entrou na loja localizada no centro de Guarabira, agreste da Paraíba, e pediu chips -- com os quatro aparelhos celulares correspondentes. Ele havia registrado a oferta com uma foto antes de ir ao trabalho e decidiu fazer a compra no final do expediente.

"Passei na loja e pedi: me veja quatro aparelhos de R$ 1 da promoção", contou Damião.

O atendente da loja "explicou" o anúncio. Na verdade, disseram, o redator queria dizer que os chips da operadora em questão sairiam por R$ 1 no caso da compra de qualquer celular adquirido pelo preço normal de tabela.
Erro de português virou caso de polícia

A confusão começou. O professor acionou a polícia, que levou todo mundo para o 4º DP (Distrito Policial). Isso aconteceu no dia 22 de janeiro.

"Eles [os funcionários da loja] tentaram me humilhar, ameaçar, iludir, mas não arredei o pé e esperei a presença da PM", conta o professor. "A polícia orientou que deveríamos ir à delegacia já que a loja se negava a cumprir o anunciado", contou Damião, destacando que sempre observa erros gramaticais em anúncios.

Na delegacia, as partes chegaram a um acordo. Damião recebeu a doação de um vale de R$ 100 para aquisição de um aparelho. Com chip. "Caso não chegassem a um acordo, teria de se usar a Justiça e as partes resolveram se entender logo", disse um agente do 4º DP.

Fonte UOL

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Gêneros Textuais

Como nos ensina Bakhtin, gêneros textuais definem-se principalmente por sua função social. São textos que se realizam por uma (ou mais de uma) razão determinada em uma situação comunicativa (um contexto) para promover uma interação específica. Trata-se de unidades definidas por seus conteúdos, suas propriedades funcionais, estilo e composição organizados em razão do objetivo que cumprem na situação comunicativa.

Explicando melhor: isso significa que, a cada vez produzo um texto, seleciono um gênero...

... em função daquilo que desejo comunicar;

... em função do efeito que desejo produzir em meu interlocutor;

... em função da ação que desejo produzir no meio em que me inscrevo.

Isso vale das trocas mais prosaicas do cotidiano, nos bilhetes registrados em post-its colados nas geladeiras, passando pelas mensagens eletrônicas, entrevistas (orais e escritas), bulas de remédio, orações, cordéis, dissertações, romances, piadas etc. Uma das principais características dos gêneros é o fato de serem enunciados que apresentam relativa estabilidade. É esse aspecto que permite, justamente, com que sejam compreendidos.

Um exemplo extremo disso está no gênero "bula de remédio". Nos idos dos anos 1980, a linguista francesa Sophie Moirand mostrou como a estabilidade desse tipo de enunciado permitiria que qualquer falante do francês sem conhecimento nenhum de grego pudesse localizar informações (nome comercial, princípio ativo e posologia, por exemplo).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Como não cair no sono durante os estudos

A rotina de estudos de quem está se preparando para os vestibulares e Enem é cheia de exigências. Além do tempo dedicado à escola, cursinho ou estudos em casa, outros aspectos podem ser sacrificados, inclusive o sono. Tem gente que trabalha e estuda, ou tem outras atividades e acaba utilizando a noite para estudar. Porém, esta prática não é muito recomendável. Manter o sono em dia é fundamental para quem estuda, pois é durante a noite que repomos nossas energias e nos preparamos para o novo dia.

O sono é extremamente importante para o bom funcionamento do corpo e também para os estudos. Se você acha que ao dormir está perdendo tempo, está muito enganado. O sono auxilia na concentração e na memória, coisas importantes para quem quer fixar conteúdos.

Em média, o ser humano precisa de 7 a 8 horas de sono diárias para se manter disposto e saudável o suficiente para as suas atividades. O número varia de pessoa para pessoa, mas o fato é que o corpo precisa descansar para que a saúde não seja prejudicada. Entretanto, durante alguns períodos os estudos exigem mais tempo e muitas vezes o sono é o primeiro a ser modificado.

De maneira alguma é aconselhável passar várias noites sem dormir ou dormir muito pouco durante um longo período de tempo. Entretanto, há algumas técnicas para aumentar a concentração e se manter acordado quando for realmente necessário. Confira:

Faça exercícios
Quando estiver estudando faça uma pausa de 50 em 50 minutos para se alongar. Dê uma corridinha pelo quarto, estique os braços e pernas, faça abdominais ou qualquer tipo de atividade física leve por cerca de cinco minutos. Isso estimula a circulação do sangue, desperta e deixa o corpo em alerta.

Evite bebidas energéticas
Tomar um cafezinho, um refrigerante de cola ou um energético realmente desperta, mas tomar grandes quantidades pode causar mais problemas do que vantagens. Em geral, estas bebidas causam dependência e favorecem o surgimento de algumas doenças como gastrite. Prefira tomar água gelada, deixe uma garrafinha por perto e vá bebendo, é bom para despertar e mantém o corpo hidratado.

Água
Essa dica todo mundo conhece, mas vale reforçar. Naqueles momentos em que a sonolência pesar, jogue água fria no rosto. A ação ajuda a despertar e também distrai o cérebro. Tomar um banho frio também vale.

Alimentação
Não faça refeições muito pesadas à noite, evite carboidratos e dê preferência para alimentos como baixo índice glicêmico, como a maça. Alimentos ricos em proteína também são recomendáveis.

Faça pausas
Quando sentir que está quase cochilando assista algum vídeo engraçado na internet. Só não se empolgue e fique muito tempo! Sorrir ou dar gargalhadas vai despertar e ao mesmo tempo relaxar o seu cérebro porque libera endorfina no corpo.

Estude em ambiente adequado
Nada é mais tentador para quem já está com sono do que estudar na cama ou sofá. Nestas situações qualquer piscada vira um longo cochilo. Por isso é essencial que o local de estudo seja adequado. Estude sentado, com luz boa e um lugar sem barulho.

Tire um cochilo
Um cochilo de 20 minutos (somente 20 minutos!) pode ajudar e muito quem precisa estudar, mas está com sono. Isso porque é tempo suficiente para relaxar o corpo, mas não o bastante que para se transformar em sono profundo. Desta forma, se não conseguir se concentrar devido ao sono, tire um pequeno cochilo, mas não esqueça de colocar o despertador para tocar e levante assim que o tempo se esgotar.

Fonte: Brasil Escola

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Para passar, 1º lugar da UFRGS em medicina eliminou Facebook e WhatsApp

Acorda cedo, vai para o cursinho, almoça, participa de aulas especiais para quem quer prestar medicina, vai para casa, continua estudando, janta, dá mais uma lida na matéria, toma banho e dorme.

Essa foi a rotina diária de Bruna Sollitto, por quatro anos, para finalmente conseguir, neste ano, passar em medicina em uma universidade pública.

Para se classificar em 1º lugar na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), ela deixou de lado baladas, amigos, namoro, filmes e shows de rock. Adeus, Facebook e WhatsApp.

Para não entrar em colapso diante de uma carga tão intensa de estudos, a jovem de 21 anos buscou refúgio em um hobby antigo, o desenho. Nos poucos momentos de descanso, pegava um pedaço de papel e um lápis para rascunhar rostos e personagens.

"Gosto de desenhar. Sempre dava um tempinho. O desenho foi minha válvula de escape", afirmou a estudante que vive com os pais na Vila Mascote, zona sul de São Paulo.

Escola particular
Bruna fez a educação básica em escolas particulares em São Paulo. Quando terminou o ensino médio, encarou quatro anos de preparatório para o vestibular. Foram dois anos no Objetivo e os dois últimos no Poliedro.

Após quatro anos de cursinho e uma rotina de 14 horas de estudos todos os dias, incluindo sábados e domingos, Bruna sente que conseguiu cumprir seu dever. Mesmo assim, se surpreendeu com a primeira colocação na UFRGS que utiliza a nota do Enem pelo Sisu como processo seletivo.

"Foi uma surpresa. Não pensei que eu fosse passar em primeiro lugar. Eu sabia que tinha feito um bom Enem, mas medicina é medicina, né?", contou.

Bruna já havia passado no curso desejado em uma universidade pública antes. No começo de 2014, foi aprovada na UFF (Universidade Federal Fluminense). No entanto, achou que não se adaptaria ao Rio de Janeiro e, por isso, insistiu em mais um ano de cursinho.

A estudante admite estar bastante apreensiva quanto a morar em Porto Alegre. Ela sempre viveu em São Paulo, com os pais. Além disso, vai visitar o Rio Grande do Sul pela primeira vez nesta semana, justamente no período de matrícula.

"Certamente, vou ter uma vida diferente da que eu levo em São Paulo. Porto Alegre é uma capital de Estado, mas parece ser um lugar mais tranquilo do que onde eu vivo", afirmou. "Vou ficar bem longe da minha família e ainda tenho de ver onde eu vou morar. É preocupante, não conheço a cidade. Não 
sei se vou me adaptar. Na teoria tudo parece ser legal, mas a prática é bem mais complicada."

Moda
A jovem paulistana já chegou a cursar um semestre de faculdade. O curso escolhido na ocasião, porém, não tem absolutamente nada a ver com medicina. Após dois anos de cursinho e, cansada de tentar ser médica, Bruna se matriculou em moda.

Não deu certo. Apesar de adorar desenhar, o curso não tinha sua cara, segundo ela. Medicina era uma paixão mais antiga e muito mais arrebatadora. A estudante abandonou a faculdade, trocou de cursinho e focou no sonho.

Mesmo distante mais de 1.100 km de seus pais – que sempre estiveram no quarto ao lado -, em uma cidade nova, ao lado de pessoas que nunca viu antes na vida, Bruna diz ter certeza de que vai gostar do curso. Quer dizer, quase: "Não tenho medo de não gostar de medicina. Acho difícil que isso aconteça... mas a gente nunca sabe, né?".

Fonte: Uol

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tipologia Narrativa

O texto narrativo caracteriza-se pelo relato de fatos retratados por uma sequência de ações, relacionadas a um determinado acontecimento, podendo ser estes fatos reais ou fictícios.

Para que este relato seja algo dotado de sentido, o mesmo dispõe-se de alguns elementos que desempenham funções primordiais. Representando-os, figuram-se os personagens, peças fundamentais para a composição da história, narrador, espaço, tempo e enredo propriamente dito, ou seja, o assunto sobre o qual se trata.

Dentre aqueles caracterizados como narrativos, destacam-se os contos, novelas, romances, algumas crônicas, poemas narrativos, histórias em quadrinhos, piadas, letras musicais, entre outros.

Como anteriormente mencionado, os elementos que constituem a referida modalidade são dotados de funções específicas, e para que possamos compreendê-las de modo efetivo, as analisaremos minuciosamente:

Personagens

Constituem os seres que participam da narrativa, interagindo-se com o leitor de acordo com o modo de ser e de agir. Algumas ocupando lugar de destaque, também chamadas protagonistas, outras se opondo a elas, denominadas de antagonistas. As demais caracterizam-se como secundárias.

Tempo

Retrata o momento em que ocorrem os fatos (manhã, tarde, noite, na primavera, em dia chuvoso). O mesmo pode ser cronológico, ou seja, determinado por horas e datas, revelado por acontecimentos dispostos numa ordem sequencial e linear - início, meio e fim; e psicológico, aquele ligado às emoções e sentimentos, caracterizado pelas lembranças dos personagens, reveladas por momentos imprecisos, fundindo-se em presente, passado e futuro.

Espaço

É o lugar onde se passa toda a trama. Algumas vezes é apenas sugerido no intuito de aguçar a mente do leitor, outras, para caracterizar os personagens de forma contundente. Dependendo do enredo, a caracterização do mesmo torna-se de fundamental importância, como, por exemplo, os romances regionalistas.

Narrador

Ele funciona como um mediador entre a história que ora é narrada e o leitor (ou ouvinte). Sua perspectiva, aliada a seu ponto de vista e ao modo pelo qual organiza tudo aquilo que conta, são fatores decisivos para a constituição da história.

A maneira pela qual o narrador se situa em relação ao que está narrando denomina-se como foco narrativo. E, basicamente, há três tipos:

Narrador-personagem - Narrando em 1ª pessoa, ele participa da história, relatando os fatos a partir de sua ótica, predominando as impressões pessoais e a visão parcial dos fatos.

Narrador-observador – Ele revela ao leitor somente os fatos que consegue observar, relatando-os em 3ª pessoa.

Narrador-onisciente – Além de observar, ele sabe e revela tudo sobre o enredo e os personagens, até mesmo seus pensamentos mais íntimos, como também detalhes que até mesmo eles não sabem. Em virtude de estar presente em toda parte, é também chamado de onipresente, o que lhe permite observar o desenrolar dos acontecimentos em qualquer espaço que ocorram.
Algumas vezes limita-se a observá-los de forma objetiva, em outras, emite opiniões e julgamento de valor acerca do assunto.

Enredo


É o conjunto de incidentes que constituem a ação da narrativa. Todo enredo é composto por um conflito vivido por um ou mais personagens, cujo foco principal é prender a atenção do leitor por meio de um clima de tensão que se organiza em torno dos fatos e os faz avançar.
Geralmente, o conflito determina as partes do enredo, representadas pelas referidas partes:

Introdução – É o começo da história, no qual se apresentam os fatos iniciais, os personagens, e, às vezes, o tempo e o espaço.

Complicação – É a parte em que se desenvolve o conflito.

Clímax – Figura-se como o ponto culminante de toda a trama, revelado pelo momento de maior tensão. É a parte em que o conflito atinge seu ápice.

Conclusão ou desfecho final – É a solução do conflito instaurado, podendo apresentar final trágico, cômico, triste, ou até mesmo surpreendente. Tudo irá depender da decisão imposta pelo narrador.

Gramaticando: Fonologia da Língua Portuguesa

DEFINIÇÃO

Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas.

ÍNDICE
Fonema
Fonema / Fonema e Letra
Classificação dos Fonemas: Vogais, Semivogais, Consoantes

Encontros Vocálicos
Encontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato

Encontros Consonantais
Encontros Consonantais / Dígrafos

Sílaba
Sílaba/ Classificação das Palavras quanto ao Número de Sílabas / Divisão Silábica
Acento Tônico / Classificação da Sílaba quanto à Intensidade / Classificação das Palavras quanto à Posição da Sílaba Tônica
Monossílabos / Critérios de Distinção
Acentuação Gráfica: Acento Prosódico e Acento Gráfico
Regras de Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas
Monossílabos: Monossílabos Tônicos, Monossílabos Átonos / Acento de Insistência
Regras Especiais I: Ditongos Abertos, Hiatos
Regras Especiais II: Verbos Ter e Vir
Acento Diferencial / Acento Grave

Ortoépia
Ortoépia ou Ortoepia

Prosódia
Prosódia

Ortografia
Ortografia / Emprego de X e Ch
Emprego das Letras G e J
Emprego das Letras S e Z
Emprego do Z
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Observações sobre o uso da letra X / Emprego das letras E e I
Emprego das letras O e U / Emprego da letra H
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas I
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas II

Notações Léxicas
Notações Léxicas: Emprego do Til, Emprego do Apóstrofo

Emprego dos Porquês
Por que / Por quê / Porque / Porquê

Emprego do Hífen
Emprego do Hífen / Prefixos e Elementos de Composição
Importante / Casos Particulares / Atenção
Saiba Mais sobre o uso do Hífen

Sinais de Pontuação
Sinais de Pontuação I: Vírgula
Sinais de Pontuação II: Ponto e vírgula, Dois-pontos
Sinais de Pontuação III: Ponto Final, Ponto de Interrogação, Ponto de Exclamação
Sinais de Pontuação IV: Reticências, Parênteses - Os Parênteses e a Pontuação
Sinais de Pontuação V: Travessão, Aspas
Sinais de Pontuação VI: Colchetes, Asterisco, Parágrafo

Observação: o estudo da FONOLOGIA citado acima serve apenas como curiosidade e consultas sobre curiosidades da nossa língua, assim como procurarmos uma palavra desconhecida num dicionário. Portanto, acredito que a ênfase dada no ensino do nosso Português seja dada através da leitura, escrita e interpretação de textos.

Fonte: Links e texto retirados do site "Só Português"

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Fichamento

Estudar não é uma tarefa fácil, mas se faz presente em nossas vidas por muito tempo. Na escola, quando somos crianças e adolescentes, aprender parece ser mais enfadonho ainda, até porque muitos professores não facilitam, outras vezes porque não nos relacionamos bem com a disciplina, ou até mesmo por preguiça e falta de motivação.

No entanto, é necessário saber tudo que é explicado, pois é importante para a vida. Quanto mais culto, mais chances de ter bons resultados profissionais e se dar bem como um adulto. Logo, utilizar das mais variadas estratégias a fim de aprender mais, fixar melhor o conteúdo e entender o que cada capítulo quer dizer é essencial!

Então, hoje nós o introduziremos a uma das melhores maneiras para estudar e ir bem nas provas: o fichamento. Você já ouviu falar? Tem dúvidas sobre seu sistema? Confira!
Tudo sobre Fichamento



Este método de ensino e aprendizado se baseia na confecção de pontos importantes de uma determinada matéria ou capítulo a fim de resumir todos os textos para apenas algumas linhas mais importantes, facilitando a leitura e permitindo menor gasto de tempo.

Ele é bastante utilizado principalmente quando há muitas páginas a serem estudadas e o aluno precisa dar um jeito de diminuir tudo aquilo para não perder tanto tempo. É bom para revisões, também, quando lembramos sobre as matérias, mas precisamos de alguma linha de raciocínio para colocar todo o conhecimento em prática.

Hoje, diversos professores e alunos utilizam o fichamento no dia-a-dia. No entanto, ele tem suas vantagens e desvantagens, como você pode verificar abaixo.
Vantagens do Fichamento

Nem todos têm tempo de ficar horas e horas em frente ao livro lendo página por página. Além disso, menos pessoas ainda podem fazer isso por 2 ou 3 dias. Logo, deve-se utilizar alguma estratégia para diminuir o tempo de estudo e facilitar a revisão nos dias subsequentes. O Fichamento permite isso!

Ao passar o olho nas páginas do conteúdo, as informações mais importantes devem ser gravadas em formato de tópico em outra folha. Assim, você terá tudo o que há de mais importante e poderá ler e reler quando quiser, utilizando pouco do seu tempo, pois tópicos são fáceis de serem entendidos.

Outra boa vantagem é a condensação de informações. Um livro muitas vezes assusta com o tanto de páginas, mas se apenas o que há de melhor for extraído, ele ficará bem mais curto e menos amedrontador.
Desvantagens do Fichamento

Mas nem tudo é perfeito! O fichamento parece ser a solução dos seus problemas, mas também não é bem assim. Muitas pessoas apostam tudo nela, mas se esquecem dos detalhes! Em fichamento, somente tópicos estão escritos, portanto quando não se sabe a matéria, fica difícil desenvolver uma frase em diversas outras mais completas.

Há também o fato de não combinar com matérias de exatas, como física, química e matemática. Todas elas requerem prática, e fichamento pouco ajudará. Nestes casos, botar a mão na massa é mais do que essencial para ter sucesso e garantir uma boa nota!

Fonte: Colégio Web