terça-feira, 26 de maio de 2015

Dica para construção de uma boa Redação para o ENEM

Existe receita ou fórmula para uma boa redação? Provavelmente essa pergunta permanece na mente de diversos alunos, principalmente quando a sua capacidade escrita é colocada à toda prova no vestibular. Não só no ENEM, como em outras instituições, é exigida do candidato uma redação dissertativa argumentativa, em que ele deve se posicionar perante um assunto e defender o seu ponto de vista, com o objetivo de convencer o leitor a adotá-lo.

Mas, não é apenas isso. O ideal é entender que a construção do texto é feita a partir de regras importantes que não devem ser ignoradas, a não ser que você não queira tirar mil na redação.

Revise o seu texto

Por último, e não menos importante, leia (mais de uma vez) o seu texto ao finalizá-lo. Durante o processo de escrita, erros passam despercebidos pelo candidato por diversas razões, incluindo curto prazo e até mesmo cansaço. Portanto, faça uma leitura minuciosa, assumindo o papel de leitor (ou até mesmo de algum membro da comissão julgadora!), e corrija o que tiver de ser corrigido. Além disso, não deixe de analisar se alguma frase não ficou desconexa, ou se certa expressão pode ser contraditória ou interpretada de outra forma por quem está lendo.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Qual a melhor estratégia de estudo para o ENEM?

Depois uma vida escolar descompromissada, muitos alunos chegam no 3o ano ou pré-vestibular sem condições pedagógicas para fazerem o ENEM, uma vez que a maioria das escolas, sejam elas públicas ou privadas, fingem que estão ensinando seus alunos, e estes fingem que estão aprendendo.

Diante do desafio do ingresso em uma boa universidade, estes alunos iniciam o ano com a famosa frase “agora vou estudar pra valer” e tentam recuperar o tempo perdido, aprendendo em um ano o que deveriam ter aprendido durante toda vida escolar. Encaram o desafio sem analisar a melhor maneira para estudar, a melhor estratégia a se adotar?

As universidades públicas de forma geral se dividem em dois modelos de seleção de candidatos: a maior parte atribui peso igual para as cinco áreas do conhecimento, Matemática, Ciências Humanas, Linguagens, Códigos, Ciências da natureza e Redação. Enquanto, outras universidades atribuem maior valor para determinadas disciplinas de acordo com o curso; por exemplo na UFRJ, para os cursos de engenharia, a prova de Matemática possui maior valor em relação à demais áreas. E é importante saber que a forma de ingresso na universidade poderá gerar variações na estratégia de estudo, contudo, os conceitos descritos abaixo servem para otimizar o resultado de forma geral, podendo ser aplicados nas diversas variações estratégicas de acordo com o modelo de ingresso da universidade que o candidato escolheu.

A reflexão natural do aluno geralmente o segue o fluxo a seguir:

Ora, se a nota para ingressar em uma faculdade pelo Enem é a média dos pontos obtidos nas cinco áreas do conhecimento, então, cada área é responsável por 20% dos pontos totais. Sendo assim, o aluno deve se dedicar às disciplinas de maior afinidade e ao mesmo tempo estudar para melhorar suas deficiências. Este raciocínio intuitivo é a orientação que milhares de instituições de ensino doutrinam seus alunos ao longo dos anos. Infelizmente elas estão erradas, existem três argumentos para comprovar isso.

Primeiro argumento

Para ilustrar minha teoria, vou usar o exemplo da área deCiências Humanas, que é formada pelas disciplinas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Caso o aluno decida se dedicar à História, ele estará estudando apenas uma pequena fração do conteúdo cobrado pelo ENEM. O mesmo ocorre nas outras áreas, tais como Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia) e Linguagens e Códigos (Português, Literatura e Língua Estrangeira). Assim, a Matemática é a única área objetiva, realmente responsável por 20% do valor total de pontos da prova.

Logo o aluno deve focar em matemática?

Segundo argumento

Dentre as áreas objetivas, seu foco deverá ser sim a Matemática, primeiro porque sozinha, é responsável por um quinto das questões do ENEM, mas existe outro motivo que faz com que a disciplina de Matemática seja especial. O ENEM calcula a nota do aluno usando a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e esse modelo matemático faz com que, por melhor que o aluno seja em determinada área, ele não será capaz de tirar nota total. Vejam as notas máximas e mínimas no ENEM 2014.

1- Linguagens:
Mais alta: 813,3
Mais baixa: 261,3

2- Ciências Humanas:
Mais alta: 888,7
Mais baixa: 299,

3- Ciências da Natureza:
Mais alta: 901,3
Mais baixa: 311,5

4- Matemática:
Mais alta: 971,5
Mais baixa: 322,4

A Teoria de Resposta ao Item pode parecer injusta à primeira vista, mas trata-se de uma metodologia utilizada em testes consagrados no mundo inteiro, desde a década de 1950. O objetivo da TRI é justamente alcançar uma avaliação mais próxima do “conhecimento real” do candidato. Na prática, as questões mais difíceis valem mais e aquelas que todos acertam, equivalem a um valor menor de pontos. Neste sentido, a área deMatemática por exemplo, costuma ter notas mais altas justamente por ser a disciplina com menos acertos entre todos os candidatos.

Diferente das outras áreas, a Redação é subjetiva! Logo, o critério de correção é a média da avaliação de dois professores, sendo assim, possível de se chegar à nota mil.

Redação:
Mais alto: 1000
Mais baixo: 0

Por esse motivo, muitos alunos alcançam resultados superiores aos 900 pontos, o que é quase impossível nas outras áreas.

O terceiro argumento

Os alunos precisam de aptidão e onze anos de muita dedicação para dominar todo o conteúdo de Matemática e, ainda assim, somente os melhores da escola irão conseguir tirar por volta de 800 pontos. O mesmo acontece em outras áreas.

No entanto, um aluno pode fazer uma boa prova de Redaçãocom apenas 20 horas de estudos semanais, durante um ano. O conteúdo é pequeno e é relativamente fácil fazer uma boa redação, basta conciliar o hábito da leitura de temas da atualidade com a prática da escrita.

Conclusão

Observem o efeito da nota de Redação em dois candidatos para o curso de Medicina da UFMG:
Área REPROVADO APROVADO
Ciências da Natureza 760 760
Linguagens e Códigos 750 750
Ciências humanas 750 780
Matemática 820 820
Redação 750 950
Média 766 812

A maior parte dos candidatos à este está estudando Biologia e Química, enquanto deveriam estar se dedicando à redação de pelo menos um texto por dia. Pode parecer contra intuitivo, mas um resultado acima de 900 na Redação, é obrigação de qualquer candidato, especialmente quando se trata das Universidades e Cursos mais concorridos.
Fonte Imaginie 

domingo, 24 de maio de 2015

Filmes que podem ajudar a construir o desenvolvimento do seu texto

Para tirar o tão sonhado 1000 na redação do ENEM, além de praticar, é necessário ter argumentos fortes e autorais. Aproveitando que o fim de semana está tão próximo, que tal aproveitar para ver filmes com temas que podem ajudar a criar esses argumentos em seus textos?

O cinema nacional está cheio de bons exemplos! A equipe Imaginie escolheu 5 filmes que tem ideias interessantes para você curtir no fim de semana e refletir sobre alguns tópicos que são assuntos recorrentes em nossa sociedade.

Podemos pegar a pipoca?

O ano em que meus pais saíram de férias

Dirigido por Cao Hamburger, (2006, 110 min.)

                                                  

Ambientada em 1970, a obra relata a separação de uma criança de seus pais por uma justificativa aparentemente simples: eles saíram em férias. No entanto, já nas primeiras cenas descobre-se que a justificativa dada pelos pais era uma mentira. Eles não estão de férias, mas em fuga do aparelho repressivo da Ditadura militar, pois são militantes contra o regime político. A criança é deixada na casa de seu avô, que morre no mesmo dia de sua chegada. Às voltas com um mundo novo, Mauro (interpretado por Michel Joelsas), deve aprender a lidar com tudo à sua volta. Mauro é fascinado por futebol e o esporte tem um papel importante na construção da narrativa.

É um ótimo filme para se refletir sobre os impactos da Ditadura Militar, a relação do brasileiro com o futebol e o sentimento de nacionalidade.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aluno que ainda não faz o 3º ano não poderá usar Enem como vestibular

Candidatos da 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) menores de idade, e que ainda não fizeram nem fazem o terceiro ano do ensino médio, estão proibidos de usar a nota do Enem para acessar o ensino superior sem passar pelo terceiro ano regular. Uma nova regra no edital divulgado nesta segunda-feira (18) explica que "o participante menor de 18 anos no primeiro dia de realização do Exame e que concluirá o ensino médio após 2015 não poderá utilizar os seus resultados individuais no Enem" em dois casos previstos no edital para maiores de idade: usar o Enem para pegar a certificação de conclusão do ensino médio e usar o Enem como mecanismo de acesso à educação superior em processos de seleção.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também incluiu, no edital, a possibilidade de "convidar" os participantes menores de 18 anos e que ainda não chegaram ao último ano do ensino médio "para aplicação do Enem Digital", ideia já defendida no início do ano pelo ex-ministro da Educação, Cid Gomes, e que o atual ministro, Renato Janine Ribeiro, já afirmou que continua em fase de estudos.

A regra cita dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da educação (LDB), publicada em 1996. O primeiro artigo (38º) diz que os exames supletivos "no nível de conclusão do ensino médio" é destinado "para os maiores de 18 anos".

O segundo (44º) afirma que a educação superior em cursos de graduação são abertos a candidatos "que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo".

Segundo o edital, então, um estudante menor de 18 anos, que não vá concluir o terceiro ano do ensino médio em 2015 não poderá se matricular em um curso de graduação, mesmo que seja aprovado, por causa de sua nota do Enem, em um vestibular ou processo seletivo, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Fonte G1

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Falta nas provas causará perda de isenção de taxa no Enem

Portaria do Ministério da Educação publicada sexta-feira (15) no Diário Oficial da União determina que candidatos isentos de taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que não comparecerem nos dois dias de provas de forma injustificada perderão o benefício para a próxima edição.

O anúncio da nova regra foi feito pela pasta. O objetivo, segundo o governo, é diminuir os índices de abstenção e, com isso, evitar o desperdício de dinheiro público. “As ausências injustificadas de candidatos inscritos no Enem importam, anualmente, em prejuízos vultosos ao Erário”, informou a portaria.

Na edição do Enem do ano passado, dos 8.721.946 alunos inscritos, 2.494.477 faltaram aos dois dias de prova. O número representa índice de abstenção de 28,6%. A maior parte dos faltosos é composta por estudantes isentos da taxa de inscrição.

O ministro da Educação, Renato Janine, destacou que quase 30% das provas do Enem são impressas e transportadas, com infraestrutura e segurança previstas, para alunos que não comparecem. A pasta ainda vai definir quais serão as justificativas aceitas para a ausência de alunos nas provas.

Fonte Portal Terra