segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Você conhece alguém que tirou 1000 na redação do ENEM?

Tirar a nota máxima na redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) pode parecer impossível, mas não é. A nota máxima é atribuída para aqueles que conseguem suprir completamente os requisitos exigidos em cada uma das 5 competências da redação, sendo que no ENEM de 2014, menos de 1% dos candidatos conseguiram o grande feito de tirar 1000 na redação.

Para conseguir esta conquista, os alunos precisaram de muito estudo, dedicação e entrega, mas todo o esforço foi recompensado com uma nota capaz de impulsionar sua colocação na faculdade e levá-los ao curso dos seus sonhos, permitindo sua entrada em qualquer instituição que desejem. Estes estudantes, campeões de redação deram suas dicas de como chegar lá e obter nota máxima na redação.

Dedicação e estudo
Estudar com muito afinco é o principal ingrediente para um resultado realmente satisfatório, segundo Danilo Erly, de 18 anos, estudante do Mato Grosso do Sul, que conseguiu a tão sonhada nota máxima na redação. Danilo conta que estudava até 12 horas por dia, se dedicando unicamente ao sonho de conseguir uma vaga no concorrido curso de direito. Para ele, o segredo é manter o foco no que se deseja. O aluno que quer ter uma boa nota, não pode se deixar distrair ou perder o objetivo que deseja alcançar. “O segredo é dedicação, muita dedicação, estudo, realmente, e o mais importante para uma boa redação: senso crítico, que é o que falta para a nossa juventude de hoje”, afirmou em sua entrevista, dada ao jornal da TV Morena, emissora local.

O professor Rossine Benício Rodrigos, de língua portuguesa, em entrevista para o mesmo jornal, ressaltou a dificuldade em conseguir atingir esta nota, e frisa que para conseguir o aluno deve se dedicar muito ao estudo, mas principalmente à leitura, que é a melhor forma de aprender a estrutura de construção textual, além de melhorar o vocabulário, a compreensão e a expressão.

Outro exemplo em que a dedicação total aos estudos foi essencial para conseguir a nota máxima, é o caso da estudante Paula Freire de 19 anos. Além dos estudos, ela contou com muito treino, revelando que seu segredo foi justamente este. Treinar a redação consiste justamente em produzir textos com o objetivo de se aperfeiçoar. Ninguém consegue melhorar simplesmente pela teoria, a produção textual é pratica, por isso, segundo ela, escrever e fazer redação como treino para a prova é a chave do sucesso.

Além de treinar muito, Paula ainda conta que precisou de disciplina, e que via seu namorado apenas duas vezes por semana, uma para estudar e a outra para se divertirem.

Ao todo, 250 alunos atingiram a nota máxima, sendo que não existe uma fórmula. João Pedro, que deseja cursas letras na PUC, por ser a única universidade que oferece a formação de escritor, admitiu que ao ver o tema sentiu preguiça. Ele não estudou para a redação, mas o hábito e o gosto pela escrita contaram a seu favor.

Conseguir atingir esta nota é prova de grande talento e domínio da norma escrita, uma vez que são analisados cinco critérios e todas as redações são corrigidas por três examinadores diferentes, sendo que apenas as duas notas maiores são contadas. Ao receber esta nota o candidato prova que impressionou não apenas um examinador, mas pelo menos dois deles.





Vários estudantes que conseguiram esta nota explicam que o principal é manter a calma. Nervosismo se torna o pior inimigo do candidato e faz com que ele se perca, erre ou então cometa algum deslize grave, por este motivo, estar relaxado é essencial.

Outra necessidade é ter na mente as competências exigidas, para não acabar fugindo delas. Vale lembrar que estas competências são:

Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Fonte Imaginie

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Literatura portuguesa deixa de ser obrigatória no Brasil

O Ministério da Educação do Brasil (MEC) eliminou a obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa na nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que está até março em discussão e deve ser posta em prática em junho. A decisão é considerada por grupos de educadores brasileiros como "política" e "populista", faz parte de uma série de propostas, que inclui mudanças nos currículos de Língua Portuguesa e de História e está a ser alvo de intenso debate no país.

Autores como Luís Vaz de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett ou José Saramago deixam de ser obrigatórios. Numa prova do ano passado de acesso à Universidade de São Paulo, a mais bem colocada do país nos rankings internacionais, era exigida a leitura de clássicos como Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, e A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.

"A proposta beira o absurdo (...) como se pode apagar Portugal e a Europa de nossas origens? Tirando do mapa? Será que mais uma vez a seleção de conteúdos foi contaminada por um viés político e ideológico anacrónico? (...) Já que Portugal teria sido uma metrópole colonialista europeia que explorou as riquezas de suas colónias e escravizou populações negras e indígenas na América e em África, agora seria a vez de dar voz à cultura dos oprimidos, em detrimento da Europa elitista e opressora?", perguntaram-se em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo dois professores universitários brasileiros, Flora Bender Garcia e José Ruy Lozano, indignados com a decisão.

O Ministério da Educação do Brasil, solicitado pelo DN a dar uma explicação, esperou uma semana para responder através do gabinete de comunicação que não teve tempo para elaborar uma resposta. Sublinhou, no entanto, que a BNCC não é definitiva e que está em processo de discussão.

José Ruy Lozano critica esse processo de discussão por ser possível apenas através de comentários no site do MEC e não via um fórum mais formal e abrangente (ver entrevista ao lado) e sublinha a "importância da literatura portuguesa na memória e na vivência dos brasileiros". Refere o professor universitário que não se pode estudar traços essenciais da cultura e da literatura do país sul-americano sem entender primeiro as raízes europeia, ibérica e portuguesa dessa mesma literatura.

História e gramática

A BNCC foi criada no ano passado, na gestão do ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, entretanto substituído por Aloizio Mercadante, para estabelecer um grupo de conhecimentos e habilidades de que todos os estudantes brasileiros devem dispor na educação básica. Logo que foi conhecida do público gerou controvérsias: inicialmente, não tanto por causa da literatura portuguesa mas sim por questões ligadas à história e à gramática.

As críticas surgiram em virtude da pouca relevância dada à história mundial, ignorando pontos considerados por educadores como de conhecimento básico, para dar ênfase às histórias indígena e africana. Outra área que mereceu reparos foi a da ausência da gramática no ensino geral de linguística.

O Ministério da Educação, porém, decidiu incluir nos últimos dias algumas das sugestões nestas áreas - história e linguística - e rever os pontos mais controversos da Base Nacional Curricular Comum, após receber mais de dez milhões de contribuições no site construído para o efeito.

"Para os componentes de história e geografia, o processo de revisão tem sido no sentido de mostrar as formas de integração entre o Brasil e os processos históricos globais", recuou o Ministério da Educação.

No mesmo documento lê-se ainda que serão introduzidos tópicos de análise linguística em todas as etapas de escolarização - mas não há referência à reintrodução, ou não, da obrigatoriedade da literatura portuguesa.

Populismo e ideologia

O governo do Partido dos Trabalhadores, de centro-esquerda, é acusado de populismo e de agir de forma ideológica, ao querer privilegiar a cultura indígena e ao ser mais permissivo em relação a questões gramaticais já desde 2011, quando causou choque na classe educadora que num manual escolar distribuído pelo MEC fosse considerada "inadequada e passível de preconceito" mas não errada" a expressão, sem concordância, "nós pega o peixe".

O colunista de O Globo Ricardo Noblat defendeu na ocasião que era o mesmo que dizer que "dois mais dois são cinco", enquanto o jornalista da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi sublinhava que "a questão é exclusivamente linguística, alguns esquerdistas de botequim tentam politizá-la com o argumento de que a língua é um instrumento de dominação. Se fosse, deveríamos voltar a falar tupi-guarani".

Fonte Diário de Notícias

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Brasil terá novo currículo para todas as escolas

Após anos de debate e discussões, o Brasil deve ter ainda em 2016 uma BNC (Base Nacional Comum), um currículo nacional, que vai estabelecer os conhecimentos essenciais que todos os alunos do País devem ter durante o período escolar.

De acordo com o MEC (Ministério da Educação), o documento será mais uma “ferramenta que vai ajudar a orientar a construção do currículo das mais de 190 mil escolas de educação básica do País”. Guiomar Namo de Mello, educadora e membro do Conselho Estadual de Educação, explica que a base pode ser considerada um acordo.

— É um acordo social sobre o que é imprescindível que todos os alunos aprendam no final da escola básica. O que ele deve saber, conhecer, o que ele deve saber fazer, quais os valores, conhecimentos, posições de conduta que ele deve ter.

Em 2015, a primeira versão do texto começou a ser elaborada e, em julho, foi lançado o Portal da Base Nacional Comum Curricular. O MEC mantém o portal com as informações detalhadas do que vêm sendo discutido na área e apresenta as propostas pedagógicas para cada ano. Além disso, até o dia 15 de março, o site está aberto para a fase de consulta pública e qualquer pessoa pode contribuir. Mais de 10,2 milhões de pessoas já participaram da consulta e, em fevereiro, após uma série de críticas, o MEC decidiu ampliar a parte de história mundial mantendo as partes africana e indígena na primeira revisão da base.

Até junho deste ano, o texto da base deve ser encaminhado para o CNE (Conselho Nacional de Educação) e outras mudanças ao projeto serão realizadas.

Fonte Portal R7